Botei afarelho nos dente!

Eu não achava graça nenhuma no Dinofauro. Até ontem. Saí do Dentista às 13h ostentando um reluzente aparelho ortodôntico na arcada superior e fui trabalhar. Enquanto eu contava as novidades, os colegas me ouviam atentamente. Depois, quando eu rompia o silêncio pra falar algo do serviço, a resposta era a mesma:

– Heim?

Aí eu vi que eu virei o Dinofauro! Comecei a reclamar “Ninguém enfende o que eu falo!”

Pior foi no banheiro:

– Você botou hoje? Ah, por isso que você está com essa carinha abatida, de dor… Está com dor?

– Não…

E não estava, é a minha cara mesmo:-/

A língua já dói no ponto onde a qualquer momento vai abrir um corte. As costas é que estão me matando, da cervical à lombar, porque se meu problema muscular é ativado por tensão, eu tenho pânico de dentista e acabei sucumbindo ao tratamento do qual eu fugi a vida inteira, imagine o estado de rigidez! E não é nem medo, nem dor, é ansiedade.

Largar a Williams de mão? Jamais!

Tanto assim que me irrito muito com as análises da mídia (tradicional e internética) que está marretando a equipe porque eles não dão um carro bom pro piloto brasileiro, não desenham estratégias boas para o nosso piloto brasileiro, etc etc. Na pindaíba a gente sempre esteve e esse tom de “estão (nos) devendo”, eu não aceito.

Mas eu parei de escrever e falar sobre F1 porque o que não falta hoje é gente escrevendo e falando sobre F1, produzindo muito e bem, e eu não vejo o que eu poderia fazer de diferente e significativo. A ascensão das redes sociais também matou o encanto: eu não posso mais inventar histórias fictícias absurdas quando os próprios personagens inventam suas narrativas e divulgam aos 4 ventos.

Mas eu sou o tipo de pessoa que quando acorda às 2h da madrugada com insônia (tipo hoje…), meu primeiro pensamento é “Eu preciso dar um jeito na minha vida” e o segundo é “Por que eu nunca tenho insônia em madrugada de corrida?”

É show!

Zerando a vida no quesito shows:

✔ Legião Urbana

✔ Paralamas do Sucesso

✔ Skank no final dos anos 90

✔ Djavan no final dos anos 90 – a gente ouviu o show sentado no estacionamento, mas tá valendo🙂

✔ Los hermanos antes do Disco 4

✔ O Rappa

✔ Angélia e Kelly Key (não pergunte)

✔ Julieta Venegas

✔ Café Tacuba – a melhor banda do mundo de todos os tempos

✔ Deolinda – paixão atual e avassaladora

Juanes e Shakira de antanhos seria bom, hoje não quero mais:-/

Falta quem?

Kevin Johansen e Amaral

 

Deolinda na Praça XV -10/06/2016

Pense numa pessoa feliz🙂

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Foto captada no Facebook de pessoas. Apesar de ter ficado muito perto do palco eu não fotografei nada. Na hora do show eu só me preocupo se a platéia está pulando e cantando suficientemente alto.

De início não estava. O show começou com a poderosa “O Fado não é mau”. Deolinda não precisa deixar hits pro meio e pro fim. É daquelas bandas com discos cheiros de hits, que tem que escolher quais ficam de fora do setlist.

O show avançou e tinha mais gente cantando – com sotaque brasileiro. O setlist privilegiou as músicas mais agitadas.Em Um Contra o Outro, todo mundo pulando e de braços pro alto. Só achei que na Garçonete nós tínhamos que transformar a Praça XV no terreirão do pagode. Mas Marido tem uma teoria sobre o porquê pagode não rolou.

A proximidade com a Candelária trouxe manifestantes. à platéia. Encheram o saco, pero no mucho. Pra esses defensores de partido e de políticos, só uma coisa a dizer:

Não fui eu quem meteu água mas agora estou
com água pelo pescoço
Ninguém me salvou
Ninguém salva ninguém, está visto
Isto é o salve-se quem puder
E quem podia salvar-nos disto
Ai é isto o que quer, é mesmo isto que quer
(Bote furado, uma música sobre a situação brasileira portuguesa buguei)

Foi tão bom (foi maneiro, como disse a Ana) que no meio do show eu já tinha zunido com o casaco e fiquei só de regata. E cantando bem alto. E pulando com a perna esquerda, que o joelho direito pifa aos 30 minutos de show. Hoje eu acordei com a cervical em chamas, e isso porque já estou há uma semana em tratamento, se não estivesse nem levantava da cama. Deve ser assim que a Véia e o DJ acordam no dia seguinte da balada🙂

Sabe a minha listinha anual das Músicas Latinas e melhores discos do ano?  Pois é :)

 

Off show:
Documentário  no CCBB pavoroso. Caldo verde maravilhoso. Vinho bom e caro. CD da banda à venda baratinho. Fila da sardinha assustadora, nem comi. na fila do vinho, conversei em espanhol com uma canadense🙂 O show atrasou porque os microfones resolveram ficar mudos. Bateu medo do problema técnico reaparecer durante o show. Teve um pouco de microfonia. Felizmente a ameaça do organizador não se cumpriu: Deolinda não dividiu o show com nenhum artista brasileiro!

Discurso no Whatsapp: O filho legítimo do Textão do Facebook com o Funk no altofalante do celular em público. Tem uma menina aqui no ônibus ouvindo uma mensagem de colega de trabalho. Parece um relatório de atividades. A moça da mensagem fala bem, não parece estar lendo (a podcaster em mim se manifestando). Chegamos a um tempo em que temos que lutar pela privacidade invertida. Lutar pelo direito de não ouvir as conversas particulares dos outros!

Tocando “Que país é esse?” na Globo FM Salvador, minha mais recente estação de rádio favorita. Bateu uma irritação profunda ¬¬

Eu precisei me ausentar da realidade virtual por um tempo. Retirei TODO MUNDO dos feeds das redes sociais. Não é a Política, pelo menos não é só ela. A cada vez que eu via “fulano de tal curtiu isso” ou “seu amigo foi marcado na publicação tal” eu sentia uma overdose de informação. Quando a gente clica em uma notícia, imediatamente o feed oferece outras 5 relacionadas. Chega. Eu não posso mais lidar com isso.