Cidadã quer saber

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Cabô o Bilhete Único. Vou ter que voltar pro 397. E quando quiser dar um paradinha na casa da mãe antes de ir à cidade, vou de trem, desembarco na estação de Realengo mas não saio da estação, peço pra mãe me esperar do outro lado da roleta.

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Desafios da EaD

Questionariozim da aula de informática. Você começa pesquisando a história do Linux, passa por definições de Sistemas Operacionais, entra na parte de especificação de hardware e descobre que Chromebooks são ideais para isto:

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Minha sorte é que o áudio estava desligado.

Já comecei a dar aulas!

Não pedi isenção de aulas na cadeira de Informática. Porque a prova é “tipo concurso”: escrita e cobrando fórmulas e caminhos de comandos. Se me botar na máquina, eu sei fazer tudo. Se me der uma folha de papel e mandar escrever o que é pra fazer, eu não sei fazer nada. Então estou nas aulas, que são práticas, no laboratório, fazendo as coisas e anotando no bloquinho.

Estou dando aula aos colegas de como fazer as coisas. A cada dúvida que chega no Zap, eu grito minha filha e mando ela fazer no computador. Porque eu não acredito nas coisas que esse povo não sabe fazer, aí ensino eles e perturbo ela.

Um pesadelo e um sonho de infância

“Não, você não tem periondontite, gengivite, nem uma plaquinha bacteriana sequer. Mas, sim, você vai perder os dentes se não colocar um aparelho ortodôntico imediatamente.”

Um ano depois…

“Não, não tem espaço na sua arcada dentária. Vamos ter que extrair dois dentes.”

Conversando com minha ex-chefe, eu disse que, quando criança, achava que as pessoas perdiam os dentes aos 40 anos, era natural. Meus avós perderam, meus pais perderam. Mais tarde eu aprendi que se as pessoas visitassem o dentista com regularidade, poderiam não perder os dentes! Eu faço 40 ano que vem e a dentista me levou dois pré-molares. A ex-chefe teve problemas a vida inteira, reflexos de um acidente de carro na adolescência, e chegamos à conclusão de que  o natural é mesmo ficar banguela. Quem não quer ficar banguela vai se penitenciar na cadeira do dentista. E, se bobear, ainda perde um ou dois por falta de espaço.

*****

O sonho de infância: passar uma semana comendo sorvete! Eu ouvia as histórias de coleguinha que operou a amígdala e só podia se alimentar com sorvete. Minhas amígdalas são grandes. Grandes do tipo que quando eu chego na emergência com a garganta inflamada, a plantonista chama os colegas para admirarem a paisagem da minha garganta. Mas na minha vez os pediatras pararam de recomendar a cirurgia de extração de amígdala.

Durante o pós-operatório da extração de dente é recomendado comer sorvete para diminuir a dor e a inflamação da área. Todos os dias eu choramingava: tá inchado! Vai inflamar! Vai infeccionar! Preciso de mais sorvete!

Intertextualidade

Duas paixões d’além-mar: Pessoa e Deolinda.

Presságio

Fernando Pessoa

O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…