Já comecei a dar aulas!

Não pedi isenção de aulas na cadeira de Informática. Porque a prova é “tipo concurso”: escrita e cobrando fórmulas e caminhos de comandos. Se me botar na máquina, eu sei fazer tudo. Se me der uma folha de papel e mandar escrever o que é pra fazer, eu não sei fazer nada. Então estou nas aulas, que são práticas, no laboratório, fazendo as coisas e anotando no bloquinho.

Estou dando aula aos colegas de como fazer as coisas. A cada dúvida que chega no Zap, eu grito minha filha e mando ela fazer no computador. Porque eu não acredito nas coisas que esse povo não sabe fazer, aí ensino eles e perturbo ela.

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Um pesadelo e um sonho de infância

“Não, você não tem periondontite, gengivite, nem uma plaquinha bacteriana sequer. Mas, sim, você vai perder os dentes se não colocar um aparelho ortodôntico imediatamente.”

Um ano depois…

“Não, não tem espaço na sua arcada dentária. Vamos ter que extrair dois dentes.”

Conversando com minha ex-chefe, eu disse que, quando criança, achava que as pessoas perdiam os dentes aos 40 anos, era natural. Meus avós perderam, meus pais perderam. Mais tarde eu aprendi que se as pessoas visitassem o dentista com regularidade, poderiam não perder os dentes! Eu faço 40 ano que vem e a dentista me levou dois pré-molares. A ex-chefe teve problemas a vida inteira, reflexos de um acidente de carro na adolescência, e chegamos à conclusão de que  o natural é mesmo ficar banguela. Quem não quer ficar banguela vai se penitenciar na cadeira do dentista. E, se bobear, ainda perde um ou dois por falta de espaço.

*****

O sonho de infância: passar uma semana comendo sorvete! Eu ouvia as histórias de coleguinha que operou a amígdala e só podia se alimentar com sorvete. Minhas amígdalas são grandes. Grandes do tipo que quando eu chego na emergência com a garganta inflamada, a plantonista chama os colegas para admirarem a paisagem da minha garganta. Mas na minha vez os pediatras pararam de recomendar a cirurgia de extração de amígdala.

Durante o pós-operatório da extração de dente é recomendado comer sorvete para diminuir a dor e a inflamação da área. Todos os dias eu choramingava: tá inchado! Vai inflamar! Vai infeccionar! Preciso de mais sorvete!

Intertextualidade

Duas paixões d’além-mar: Pessoa e Deolinda.

Presságio

Fernando Pessoa

O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

 

 

 

Vida de vestibulanda

  • Em Janeiro decidi fazer vestibular – licenciatura em Letras.
  • Em Fevereiro comecei o cursinho (Descomplica).
  • Baixei milhões de apostilas.
  • Aprendi a usar o Galaxy Note comprado em 2012. Baixei um app de pdf decente e um app de anotações decente. O GNote virou uma apostila que dá pra carregar na bolsa e usar no ônibus.
  • Atividades praticamente interrompidas: leitura, ouvir discos novos.
  • Larguei a casa de mão.
  • Surtei umas 3 vezes por causa do caos que a casa virou.
  • Da terceira vez, faltando 2 semanas para o primeiro vestibular, fui parar no hospital.
  • O médico me mandou tomar um diazepan e nos dias seguintes, trocar o diazepan por chá de camomila ou suco de maracujá.
  • Eu quis esganar o médico, mas em vez disso, passei a beber chá de maracujá 2 vezes ao dia e funcionou. Médico ou pajé?
  • Atividades não interrompidas: Assistir Arrow, Flash e Star Trek, menos Enterprise. O ritmo é 2 séries por semana, um episódio de cada.
  • Suspendi um monte de séries. A primeira delas foi 3%, que só de lembrar me dá pânico. A segunda foi Black Mirror, que só de lembrar me dá pânico também
  • Instalei minha escrivaninha na cozinha.
  • Levei 4 meses pra contar para meus pais minha decisão e eles apoiaram.
  • Abandonei o Facebook
  • Abandonei o Mundial de F1. Sentei para assistir o GP do Canadá, que foi no dia seguinte da prova e naquele dia eu estava de folga do estudo, mas a Globo não passou. Nem me ocorreu procurar no Sportv. Passou lá?
  • Estou cuidando bem da alimentação. Não como o que gosto, como o que mantém o corpo em pé e a mente ligada o dia todo.
  • Mudei meu horário de trabalho e estou saindo bem mais tarde.
  • Parei de ir à fisioterapia e estou me sentindo culpada. Na hora em que me sentir imobilizada de dor, eu sei que vou voltar e ouvir esporro da Carla…
  • Eu leio redações exemplares nota 1000 e fico com vontade de chorar porque acho os textos horríveis.
  • Estou blogando ao invés de estudar  (ou trabalhar…) Preciso sair daqui agora!

Como andamos com a Música Latina por aqui?

Ouvindo pouca coisa. Tempo livre no ônibus é para ver videoaula, sofrer com as apostilas de geografia e ouvir podcasts. De vez em quando eu lembro de ouvir e cantar música em espanhol porque he elegido español como lengua extrangera en los exámenes…

Aí eu me espantei com notícias sobre o sucesso de Reggaetón, Maluma e Luis Fonsi no Brasil ¬¬ Estão ouvindo e gravando reggaetón farofa com 10 anos de atraso 😀

O que eu tenho de novo pra mostrar é Mon Laferte. Pop folk rock com a elegância das cantoras chilenas e a energia da música mexicana, já que ela viveu um tempo no México. Não sei se ela teve alguma repercussão no Brasil. Peguei minha filha escutando o disco Mon Laferte, de 2015 (3 músicas na minha Playlist Música Latina 2016). E minha filha é da tribo dos coreanos 🙂 O disco de 2017 se chama La Trenza. Monserrat Laferte é maravilhosa.