Estou estudando pra Enem / vestibular. Estou indo bem. Estou fazendo os exercícios (e acertando). Dividi as matérias em Grupo das 4 (as que me são mais difíceis) e Grupo das 7. O estudo do G7 está indo muito bem, a ponto de eu conseguir fazer as listas de exercícios dentro do ônibus em  2 viagens. O problema é redação. Eu só quero escrever sobre o que eu gosto e sobre o que me interessa, o que obviamente não vai ser possível…

Outro sinal de que o estudo está rendendo bem: eu abandonei a casa. No mês de fevereiro já fomos visitados por algumas baratas,várias aranhas, duas varejeiras de envergadura pré-histórica. A quantidade de comida estragada que tirei da geladeira, do forno e das panelas já está beirando o criminoso. Ontem de manhã encontrei vermes nadando na pia. Estou pensando em proibir a compra de vários alimentos. Arroz com Ovo e Pão com Ovo é a dieta ideal.

Meu marido trabalha muito, dentro e fora de casa. Mas ele não limpa. Ele faz as coisas, eu vou atrás com esponja e detergente.

E se eu passar? Vou ter que voltar pra casa da minha mãe?

Ou vou ter que trazer ela pra morar comigo? Eu disse ELA.

Post com potencial para aborrecer metade da minha família. (Revisão de  matemática: é mais que a metade…)

 

Falha de comunicação “monstruosa”.

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Emissor e alguns receptores não falavam o mesmo código. Alguns receptores desconheciam o contexto. São fãs da cantora que não gostam do esporte mas sintonizaram no canal que exibiu o show da cantora. Estes receptores emitiram feedback negativo.
 
Os envolvidos na transmissão explicaram o contexto. Vi na página do narrador que ele não sente que deva se desculpar. Os receptores que conhecem código e contexto estão aproveitando para rir dos que se sentiram mal.
 
Não há motivos para atacar o contexto (nem a emissora nem o narrador nem a linguagem que é marca registrada dele). Não há motivos para se envergonhar de ter aparecido na transmissão sem conhecê-lo e de ter entendido errado. Mas o resultado disso tudo é ruim. Primeiro, porque pessoas se sentiram mal e a resposta a este feedback foi mais mensagens para que se sentissem pior, e dessa vez sem enganos. E por fim, fica a idéia de que devemos caminhar mais rapidamente para bolhas de segurança. Assistir transmissão de algo do seu interesse? Não sem ANTES controlar todo o contexto. “Não vamos correr o risco de conviver que nenhuma pessoa que não pense exatamente como nós pensamos.”
 
Ironia da coisa: a cantora chama seus fãs de “monstrinhos” 😀

Inteligência Artificial 

​Pesquiso: “doações Senador Camará”. O corretor ortográfico muda para “doações senado e câmara”. 

Senador Camará é o bairro de menor idh da cidade do Rio de Janeiro. A maquina, talvez em uma irresistível vontade de tripudiar sobre os humanos, deu uma outra interpretação para o índice de desenvolvimento humano. Não há dúvidas de que o menor desenvolvimento humano do país encontra-se no Congresso Nacional. 

Música Latina 2016

Contratei Marcelo como autor da seleção das melhores músicas do ano!

Aí chegou Agosto, eu chamei Marcelo e disse:

– Está na hora de cortar.

– E você acha que eu vou cortar alguma música do Choc Quib Town? E por que Deolinda não está na lista?

– Porque ele está na lista. O disco inteiro. Agora que é hora de cortar ele entra.

Depois de muito sofrimento e altas concessões (Ele é o roqueiro e cortou minhas bandas de rock espanholas todas!), além de uma grande surpresa (peguei Filhote cantando Mon Laferte, cantando em espanhol pela primeira vez, oooooooouw), eis a lista mais aguardada da internet!

Time colombiano

Contra a invasão portuguesa no meu radinho, a Colômbia recrutou Carlos Vives e Shakira em sua velha e boa forma, com reggaetón e vallenato. Pegaram pesadíssimo.

Choc Quib Town, a banda mais divertida das Américas

Monsieur Periné, foi a primeira a entrar nesse setlist ano passado, mais uma banda inovadora e divertidíssima da Colômbia

Caly y el Dandee – Uma dupla de regaettón, me julguem. Coloquei pra tocar no trem, perdi a estação de transferência e só percebi quando cheguei em outra cidade 😀

Esquadra Espanhola

Sim, eu reclamei das baixas e mesmo assim temos Amaral e Bebe, rock feminino em espanhol. Em uma linha mais pop, Georgina

Argentinos!

Dois veteranos: kevin Johansen e Las Pastillas del Abuelo

Chile

Mon Laferte – A blogueira que me apresentou descreveu como “Natália Lafourcade Gótica”. É música pra cantar aos berros, chorando e borrando o rímel.

Portugal

Deolinda

Ok, eu só conheço 3 bandas portuguesas e só uma está na ativa, mas é a melhor banda em língua portuguesa de toda a CPLP. E A Ana é muito muito muito diva, e isto dito por alguém que nasceu no país da cantoras divas.

Brasil

Se eu não escutasse mais brasileiros o governo disse que extinguiria o MEC e a minha setlist.

Bruno Batista – mais um velho conhecido, amo muito esse maranhense

As moças dos programas de canto da tv – Khrystal e Lucy Alves participaram desses programas de competição de canto, que eu abomino. A Lucy Alves também fez uma novela que eu não vi nem um capítulo. Não, nem quando o cara morreu. O algoritmo do Spotify me apresentou os discos e eu caí de paixão por elas.

Rael – “o disco do Rael não tá na lista porque ele está inteiro na lista”, todo ano de disco do Rael é o mesmo sofrimento!

Zeca Baleiro – quem não gosta do Zeca. bom sujeito não é!

A Setlist!

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Botei afarelho nos dente!

Eu não achava graça nenhuma no Dinofauro. Até ontem. Saí do Dentista às 13h ostentando um reluzente aparelho ortodôntico na arcada superior e fui trabalhar. Enquanto eu contava as novidades, os colegas me ouviam atentamente. Depois, quando eu rompia o silêncio pra falar algo do serviço, a resposta era a mesma:

– Heim?

Aí eu vi que eu virei o Dinofauro! Comecei a reclamar “Ninguém enfende o que eu falo!”

Pior foi no banheiro:

– Você botou hoje? Ah, por isso que você está com essa carinha abatida, de dor… Está com dor?

– Não…

E não estava, é a minha cara mesmo :-/

A língua já dói no ponto onde a qualquer momento vai abrir um corte. As costas é que estão me matando, da cervical à lombar, porque se meu problema muscular é ativado por tensão, eu tenho pânico de dentista e acabei sucumbindo ao tratamento do qual eu fugi a vida inteira, imagine o estado de rigidez! E não é nem medo, nem dor, é ansiedade.

Largar a Williams de mão? Jamais!

Tanto assim que me irrito muito com as análises da mídia (tradicional e internética) que está marretando a equipe porque eles não dão um carro bom pro piloto brasileiro, não desenham estratégias boas para o nosso piloto brasileiro, etc etc. Na pindaíba a gente sempre esteve e esse tom de “estão (nos) devendo”, eu não aceito.

Mas eu parei de escrever e falar sobre F1 porque o que não falta hoje é gente escrevendo e falando sobre F1, produzindo muito e bem, e eu não vejo o que eu poderia fazer de diferente e significativo. A ascensão das redes sociais também matou o encanto: eu não posso mais inventar histórias fictícias absurdas quando os próprios personagens inventam suas narrativas e divulgam aos 4 ventos.

Mas eu sou o tipo de pessoa que quando acorda às 2h da madrugada com insônia (tipo hoje…), meu primeiro pensamento é “Eu preciso dar um jeito na minha vida” e o segundo é “Por que eu nunca tenho insônia em madrugada de corrida?”