Herança

image

Eu não tenho muitos livros. Livros ocupam espaço e juntam poeira. Eu faço trocas e doações. ( e downloads…)

Mas tem livro que é outra coisa, é relíquia. O Antology foi presente do marido, é uma obra prima da Cosac Naify e é um tipo de livro incompatível com o meio digital. Eu, Robô é uma coletânea de contos parte de uma série, já li duas vezes, a segunda em ebook e estou com a série inteira no Evernote pra ler.

O que une os dois livros é uma herança de família. Quem me apresentou aos Beatles e ao Asimov foi meu tio, irmão caçula da minha mãe, morto há dois anos. Minha relação com ele foi muito tumultuada. Do tipo “nunca mais quero olhar na tua cara”. Por divergências, por temperamento. Mas quando eu era criança ele era sensacional, e quando eu fui lá olhar a cara dele e falar com ele depois de anos, ele foi sensacional. Pouco depois ele morreu. Eu não fui vê-lo porque ele estava doente, até porque ele esteve doente por pelo menos dez anos, eu fui porque eu estava me sentindo idiota, e ele me recebeu muito bem.

Os dois livros nem estão juntos, mas eu fui à estante disposta a tirar livros de lá e abrir espaço para outros. Tinha que tirar Eu, Robô pra colocar Antology. Mas este é o livro do meu tio, o que ele me emprestou e que me entregaram depois que ele morreu. Não tem como tirar ele daqui.

image

Esse é o Desenho Técnico, de Thomas French, decorando o quarto, representando outra paixão da minha vida e herança do meu avô, só que essa história não cabe num post, mal cabe no peito!

Anúncios

Um comentário sobre “Herança

  1. Ah, essas coisas, a gente tem que guardar mesmo… Eu também tenho uns livros na minha casa, eram do meu avô materno – e ele me pediu pessoalmente para guardá-los!

Os comentários estão desativados.