Não foi nenhum “favelado protetor de bandido” que me contou, eu estava lá. Avenida Santa Cruz,  oito e meia da manhã, de um lado da Avenida um supermercado e do outro, um conjunto habitacional. Na via, carros, ônibus, vans, bicicletas e muita gente nas calçadas. Uma viatura da PM passa em velocidade reduzida, com o policial empunhando o fuzil pra fora da janela e atirando pra frente. Eu no caixa, de frente pra rua, muito protegida pela parede de vidro do mercado.
Aí você sabe que está doente, parte de uma sociedade doente, quando vai pra rua normalmente carregando as compras e o coração só dispara quando uma barata tenta subir no seu pé.

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Um comentário sobre “

  1. Vai ver que a gente entra num processo de negação… Eu não sei, mas também não me comovo mais com datenas e resendes, mas, ah, se tem barata no meu apartamento….

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