Sueños

Que tal seria ganhar um terço do que você ganha hoje, trocando seu emprego por outro que te permita fazer o que você gosta, num lugar que você admira e que seja perto de casa?

Meu inconsciente me colocou nessa situação. Nos dois casos, eu seria funcionária pública, não perderia nem a establildade nem o mais importante: a prestação do meu apartamento, que é um percentual do meu contracheque enquanto eu permanecer funcionária pública, caso eu saia ela vai ao patamar que eu chamo de impagável. No Carnaval eu e Marido falamos sobe isso e eu disse que fazer concurso para ganhar mais em órgãos mais importantes do Município não resolve o meu problema. Eu queria trabalhar em áreas menos importantes e que pagam mal, tipo Cultura e Educação.

Não me explicaram direito essa história de marido rico. Disseram-me que era para a mulher poder abrir mão de trabalhar, dar a única educação decente que uma criança pode ter – a presença da mãe full time, deixar minha casa com cara de casa de revista e badalar cazamiga no shopping. Ninguém me disse que eu também precisaria de alguém que me sustentasse se eu quisesse trabalhar!

Aí essa noite o meu inconsciente me colocou na situação, num sonho. Taí o que você queria. Vai ganhar mal no começo, como todo mundo, mas depois melhora. Quer ou não quer? E enquanto eu do sonho já estava se planejando pra mudar a vida toda, eu da realidade abriu os olhos, viu o céu claro, pegou o celular e viu que eram 6:20h. O alarme não tocou. Tudo parte do plano desse meu inconsciente: desde o post de ontem (que história é essa de casa de revista?) até não ter ligado o alarme e ter me mostrado como é acordar para ir trabalhar sozinha, sem precisar de despertador.

Acabo de me lembrar: uma amiga do escritório fez concurso para outra secretaria e foi chamada. Ela me contou ontem. E disse que não sabe se vai. Vai ficar onde lhe pagam melhor. Ela teve problemas no trabalho (quem não teve?), o namorado achou que ela não ia aparecer nem pra pegar a bolsinha da escova de dentes, mas ela disse que talvez ficar seja financeiramente melhor. Profissionalmente, ir ou ficar dava na mesma, ela não está mais nem aí pra esse negócio de realização profissional.

P.S : O que eu estou lendo atualmente. Não, sério, eu acordei rindo. O meu inconsciente é o rei da falta de sutileza. Ok, eu entendi o recado.

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Um comentário sobre “Sueños

  1. Eu ia dizer que se fosse ganhar um terço do que ganho eu tava ferrada! Mas ai lembrei que trabalho perto de casa – coisa de 20 minutos – e que gosto da minha profissão (mesmo quando odeio minha profissão kkkk)!!!

    Não sei, amo educação infantil e ensino de história, não paga bem, mas quando os alunos não me matam de raiva e os adultos não me fazem querer matar eles, eu sou muito feliz fazendo o que faço e felicidade não tem preço!

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