Tirando as teias de aranha do blog.

Eu tenho que escrever mais aqui. ás vezes tenho vontade de escrever besteira mas não escrevo na rede social porque tenho implicância. Eu sei que elas servem basicamente pra se escrever beteiras, mas antes de batucar o teclado eu me pergunto: a quem isso interessa? Não é porque a pessoa está no meu feed e eu no dela que há interesse por besteirada. Para mim isso é fonte de aborrecimento sem fim. No blog não, sejam paraquedistas, sejam leitores, quem entra no blog vem pedindo por qualquer coisa, nem que seja uma piada:

Você encontra um elétron na rua e o leva pra casa. O que ele é agora? Um eletrondoméstico!

É muito boa, não? Eu mandei ontem para a família via Line (Whatsapp underground). Eu escrevo todo dia no Line. Pô, chatão isso, quero escrever pra geral!

E o podcast literário?

Bem, eles andam lendo. Marcelo lê devagar quase parando. Carolina lê de maneira caótica e só lê o que ela quer. Tá, eu também, mas eu quero ampliar meus horizontes leitores. Não acho que ela não queira e também não vou reclamar que ela não pega antiguidades (do longínquo século XX, por exemplo). Ela vai chegar aos 14 anos com uns 600 exemplares armazenados no HD, enquanto eu, na idade dela, lutava para arranjar um livro. Por isso eu leio compulsivamente, ela é mais tranquila.

(Parênteses seboso: hoje eu passei em frente ao sebo. Eu disse pra mim mesma que não ia passar, quando vi já estava dentro da galeria que dá no sebo. Mas era muito cedo e a porta estava semi-aberta. Aí minha força de vontade venceu, ajudada pela dor no pescoço, e eu não esperei abrir. Eu já tenho coisa demais para ler!)

Mas, o podcast: eles não foram mordidos pelo bixinho do podcast e isso é decisivo. Quem quer gravar, grava doente, grava de madrigada, grava no banheiro, grava na praia, grava durante uma obra no apartamento (já fiz isso tudo). Eles não estão afim. Eles olham pra mim e dizem “vamo marcar”. Durante anos eu não precisei marcar: eu estava aos sábados, o dia inteiro, trancada no quarto do meu irmão, usando o computador do meu irmão.

E de novo a diferença de gerações: Carol é da geração youtube. Eu sou da geração walkman. Podcast deve ser coisa para quem ouviu rádio…

E a Copa?

Tirando umas francesas no metrô e os adesivos inteligentes em todos os pontos de ônibus da cidade (Todos? Até os do subúrbio a 50km do Maracanã? Sim, adesivo tem, mas a geolocalização deles está configurada para o Centro do Rio. Tipo: “você não está no Centro. Entre num ônibus para o Centro e lá um adesivo inteligente vai te dar informações”), não vi sinal de Copa. Muito desanimado. Em 2010 a gente até aprendeu a coreografia do Waka Waka. Em 2014 tive vontade de bater na Shakira com aquela musiquinha de comercial de laxante.

Tão desanimado que eu consegui até atendimento no dentista em dia de Jogo do Brasil!

E no dentista?

Eu mudei de dentista, óbvio, o do ano passado me deixou apavorada. Encontrei um que não só era seguro como também tranquilizador. Me pediu exames, me escutou. Vou marcar consulta para a família toda. Fui fazer os exames hoje e saí com vontade de jogar a toalha e pedir uma dentadura.

E o que mais aconteceu?

Ah, nada demais. Meu irmão comprou um carro. Dois meses depois, meu pai cruzou a pista de uma estrada movimentada, num domingo, dia de feira, subiu na calçada e acertou uma árvore. Com a carteira vencida. No dia em que eu e minha mãe retornávamos de uma viagem e esperávamos que meu irmão nos buscasse na rodoviária. Pra encurtar a história, tudo acabou bem (menos o processo na seguradora) e o relacionamento entre papai e eu está em uma (rara) fase boa.

Também teve o final do meu processo contra o BMG (a-rá! acabou mesmo! Posso dizer o nome de quem falsificou um contrato de empréstimo no meu nome!). Deu pra pagar umas dívidas, levar mamãe pra passear em Petrópolis e comprar um processador de alimentos! Quatro anos, duas instâncias e ao contrário do que me disseram, não deu pra comprar o meu carro 🙂

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Um comentário sobre “

  1. Sinto falta do podcast de vocês, acho divertido. Acho que sou da mesma geração que você, sou voraz com os livros, tenho pressa não se de que, leio vinte livros ao mesmo tempo, quero conhecer todas as pessoas anonimas ou famosas que já ousaram imprimir suas histórias em alguma superfície, as novas gerações ou as gerações que nascem em realidades mais fartas de livros que as nossas devem ri de nossa ânsia, eles não conhecem a privação do objeto sagrado. Mas quem os pode julgar? Talvez a gente até inveje a sorte deles!!! No mais, o que anima minha copa é que largo cedo quando tem jogo do Brasil, nunca fui tão nacionalista…. ou me vendi por tão pouco kkkkkkkkkk seis horas a menos de serviço são suficientes para comprar minha torcida apaixonada kkkk

    Cheros Aline, saudades de você!!!

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