No final da Avenida Francisco Bicalho há uma bifurcação. À esquerda, o motorista acessa a Avenida Presidente Vargas; à direita, o elevado Paulo de Frontin. No meio, sobre a calçadinha, o guarda municipal observava o fluxo. A fila imóvel para a Presidente vargas, a pista livre para o elevado. Ele jogava os braços freneticamente na direção do elevado. Braço vai e volta, vai e volta. Contagiado pelo ritmo, começou a fazer um movimento de onda com os braços. Olha a onda, olha a onda… olha a onda, olha a onda. Parou. Olhou para a fila de ônibus, visivelmente desapontado. Balançou a cabeça e disse:

– Mas esse trânsito não anda!

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