Resenha de O Casamento de Minha Mãe, de Alice Vieira

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Nesse episódio do Podcast Intertextos (já tem até nome. Mas ainda não tem feed. Eu estou aposentada), apresentado por mim e por Filhote, digo, Carol, você vai;

– se horrorizar com os nossos parcos conhecimentos de geografia e história;

– de colocação pronominal e de concordância também;

– rir da minha incapacidade de falar dois mil e treze, sempre sai 2003;

– conhecer uma história absolutamente encantadora: A história de Vera, a menina que comparece ao casamento da mãe e relembra os fatos que a levaram até ali;

– admirar o nosso sotaque carioca;

– conhecer nossas novas classificações: a Gramática virou ficção científica e 50 Tons de Cinza, Young retard adults;

– nos matar caso não admita críticas a harry potter, e olha que nós amamos harry.

– entender que se nós temos pobrema, é culpa da poluição sonora a que estamos expostas.

São quase 45 minutos sem trilha sonora (fora o trânsito), sem edição, sem cortes, sem roteiro. Meu Deus, tudo o que eu não fazia “nem a pau” quando estava na ativa, agora faço aposentada O.o

Gravado em 23/09, duas semanas depois de termos lido o livro. 🙂 Equipamento: o meu celular!

Ah, o esqueminha no celular da Carol está aí embaixo:

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5 comentários sobre “Resenha de O Casamento de Minha Mãe, de Alice Vieira

  1. Eu sou muito fã de Machado, acho ele muito mais fofo e querido que o Eça, embora eu não saiba qual dos dois é mais cínico kkk… Magoou você querer que sua Carol leia primeiro o Eça que o Machado! hahah…

    A proposito, graças a Deus que você assume a educação literária da Carol, ensina ela a apurar o olhar sobre os livros, a tirar as camadas de sentido e tudo o mais porque se for depender da escola ta lascada… Sinceramente essa do Dom Quixote é uma perola!!! E sinceramente eu detesto essas adaptações, elas muitas vezes insultam a inteligencia das crianças e adolescentes… Melhor que uma adaptação seria colocar as crianças para lerem o Dom Quixote das Crianças de Monteiro Lobato – eu odeio Monteiro Lobato, mas Deus sabe o quão bom é o trabalho dele para as crianças em muitos aspectos.

    No mais a fala de vocês sobre o livro me encanta como sempre… Adoro sua voz Aline e da sua filha… adoro vocês duas comentando e as “loucuras” de vocês que uma edição iria impedir a gente de conhecer!!!

    Fiquei morrendo de dor pela Vera e pela vida dela!!! Adoro esse fenômeno do narratário e fiquei tentada a adquirir esse livro uma raridade quando o infanto juvenil é inteligente, tem densidade e não subestima o leitor dessa faixa etária. E sim, sobre ler em português de Portugal, eu confesso que hoje e na adolescência eu sempre curtir ler os autores portugueses e as traduções de textos ingleses e franceses feitos por ele, achava uma delicia… talvez por ser fã de Fernando Pessoa me sentia mais próxima dele quando lia textos no idioma dele.

    E sim o português falado no Brasil é uma questão existencial profunda, até o Marquês de Pombal impôr o uso do português em fins do século XVIII o idioma falado na colônia era uma sopa na qual o português se misturava com as línguas dos diversos povos africanos e indígenas que viviam aqui… No entanto, a imposição não funcionou como se esperava porque a língua é viva e é constantemente reinventada por seus usuários o nosso português é rebelde, não abre mão de sua herança indígena e africana e eu adoro isso em nossa fala…

    Sem contar que existe a questão do português padrão e não-padrão, a “A língua de Eulália” do
    Marcos Bagno é um livro muito legal para ver a história da nossa língua e rever vários dos nossos conceitos sobre o português.

    Gente como esse comentário ficou gigante!!! Mas vcs também se permitiram mais nesse cast foi quase uma hora de cast gente!!! Uau!!! Adorei!!!

    1. Eu tenho que ler o livro do Bagno. Conheço as idéias dele, mas esse livro bate o recorde de indicações 🙂
      Que bom que você gosta do nosso sotaque. Também amo o seu. O sotaque nordestino na tv ou é falso (nas novelas) ou é amenizado (nos telejornais). O que nós escutamos aqui nas ruas é a fala dos migrantes e seus filhos. Eu tenho 2 amigas filhas de baiana mas nascidas aqui, e o sotaque delas não é nem carioca nem baiano, está no meio. Eu acho lindíssimo 🙂

  2. Oi! ( Aqui Carol) Que bom que você gosta da gente conversando sobre assuntos literários. Sobre o quê você falou de dependendo do colégio é verdade eles só mandam a gente ler 4 livros! Eu já li mais de 10 esse ano! E história da Vera é realmente muito triste. Mas o livro é muito bom. Também adoro não fazer edição nenhuma, mas muitas vezes acabo falando coisas que não deveria e quero que faça edição mas minha mãe nunca faz.

    Beijos ❤

    1. Lembra de quando eu passava o sábado inteiro trancada no quarto do tio Leo? Era uma hora de gravação e seis de edição! Pode deixar que se você falar alguma barbaridade, eu faço você dormir de couro quente, durante a gravação, claro, assim os ouvintes saberão que eu não descuido da sua educação 😀

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