Conversa sobe A Metamorfose

É podcast, gente \o/\o/\o/

Tem uns 23 minutinhos. Eu e Carol conversamos sobre o livro.

Sentimentos controversos em relação a uma barata O.o

https://www.spreaker.com/user/5590182/conversa_sobre_a_metamorfose

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3 comentários sobre “Conversa sobe A Metamorfose

  1. Agora já escutei, a Metamorfose foi um dos grandes livros da minha vida tenho um afeto enorme por essa história e pelo Gregor Samsa, pela sua tragedia pessoa e sempre tenho a impressão que ele já era uma barata antes de se tornar barata… apenas não se dava conta. Vivia em função dos outros, era super sugado pela família, todos capazes de trabalhar mais escorados nele como insetos em volta da lampada, é revoltante ver como depois que ele não pode mais trabalhar todo mundo saiu a luta e como eles nem mesmo sentiam falta dele e estavam tão felizes.

    Metamorfose é uma história que sempre me assusta, morro de medo de virar um inseto e você falando da forma como somos tratados no trabalho me pergunto se já não sou… se já não somos todos muitos insetos infestando a cidade que nos trata como se fosse algo menos que humanos… Lembro da quantidade de lixo que existe espalhado pela escadaria onde moro, de como não me assusta os gabirus passando no rego e cruzando meu caminho… de como me habituei a ser esmagada em um ônibus mais apertado que lata de sardinha… Jesus…

    Pavoroso como os existencialistas nos fazem pensar coisas incomodas… Eu acabo concordando com você, o livro é uma metáfora de como nos tornamos insetos nogentos sem perceber ou deixamos que as pessoas nos tornem, nos tratem como se fossemos mesmo algo menos que pessoas.

    E sim, eu concordo com a Carol também tive pena do Gregor e fiquei dias de luto por ele. E esse comentário ficou enorme…

    1. Sabe, eu normalmente não tenho vontade de reler livros, mas esse, como eu comentei, eu só vou dar um tempinho e mergulhar nele de novo, porque sinto que há tantas camadas de conteúdo por descobrir. É maravilhoso, mesmo. Hoje de manhã lembrei da crônica “Eu sei, mas não devia”, enquanto pensava na minha filha dizendo que a lição do livro é “não seja uma barata”, simples assim. E tem também uma música do Projota, o Rap do ônibus. Eu escuto música no ônibus, na hora e meia de viagem, e essa dá vontade de chorar de raiva, de impotência, de frustração…
      Literatura é isso. Ajuda a gente a lidar, a suportar e a tentar inventar uma saída…

      Que comentário enorme, nada! por favor, escreve mais 🙂

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