Quem são os diferentes?

O Fabiano compartilhou um link do Papo de Homem sobre as pressões que mulheres recebem para seguir um padrão estético socialmente determinado e bem difícil de ser alcançado. Quem nunca ouviu falar na sonhada pílula de alisar cabelo? 

http://papodehomem.com.br/quem-sao-os-diferentes/

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Qual é o pente que te penteia? No meu caso, um pente de madeira a cada 3 dias 🙂

Sacanagem, +Fabiano Forte , eu nem precisaria de peruca pra participar daquela campanha no facebook. Só que eu ficaria na galeria das Nega do Cabelo Duro que dizem que NÃO precisam de alisante!

O problema não é as nega que alisam o cabelo. Não vejo racismo em uma campanha de alisantes Seja por qual motivo, é direito de quem alisa. Cabelo liso é lindo! Minha (ex) cunhada faz turismo pra manter o cortinão. Hoje está castanho claro, eu era doida por ele (o cabelo) quando ela estava ruiva. Fica lindo, ela gosta, ninguém tem nada com isso. O problema é eu ter que me explicar por não querer fazer o mesmo. Quando faz muito calor e/ou minha cabeça está cheia demais pra passar mais que 60 segundos na frente do espelho pelas manhãs, eu corto curtinho. E ouvi de uma colega de trabalho que não é por falta de dinheiro (não é mesmo), é falta de vergonha na cara!

Olha um comentário lá do papo de Homem: “Eu gosto de certas pessoas com o cabelo cacheado, só que o cabelo cacheado dá trabalho de manter, você tá sempre com cara de louca, e vá me desculpar, cara de louca e cara de sujo não é questão de padrão cultural. Assim como olho claro. É mais bonito e pronto. Não que não exista pessoas em outro padrão que sejam bonitas, ou com cabelo ou olho bonito….”

Concordo com o “cara de louca”, mas é questão cultural, SIM, tanto que a cara de doida faz parte da minha barreira antissocial. Não que eu não seja… Mas se as pessoas sabem que basta uma escova com formolzinho básico pra forjar uma aparência mais equilibrada, séria, confiável, por que tirar conclusões sobre um critério que pode ser forjado? Isso é burrice, Dios mío! E eu não vou fazer um tratamento estético que não me interessa pra agradar gente burra!

“A sociedade” não são os editores de revistas, são nossos amigos, parentes e colegas de escola e de trabalho e suas opiniões, seus olhares, seus silêncios, suas fotos e suas ausências em álbuns de fotografias. Um outro comentarista no papo de Homem diz que o caminho é nos concentrarmos em nossas qualidades e passar por cima dos (mmmmmmm) defeitos. É apertar a tecla foda-se e ser feliz. Concordo, mas de vez em quando o foda-se tem que ser dito e escrito também, da mesma forma que a gente escuta e lê besteira, tem o direito de escrever e dizer besteira de volta.

P.S – Eu ria dos ridículos comerciais de desodorante clareador de suvaco. Agora estou com uma baita mancha no suvaco, resultado das bactérias que tentaram comer meu braço. Será que alguém acha mesmo que essa cicatriz TEM que desaparecer?

P.S. 2 – Estou de férias, a sensação térmica na Rio chega aos 50 graus e esse cabelo fica amarrado o dia inteiro. Não vai durar muito. Estou dividida entre a vontade de cortar na altura da orelha e meu horror ao salão de beleza…

P.S.3 – Minha vida capilar mudou para melhor quando eu deixei de acreditar no dogma “cabelo crespo ou cacheado jamais pode ser cortado em camadas”.  Pode sim, desde que você também pare de acreditar que volume é coisa do Demo. E, na hora da festinha, eu uso laquê! Poderosíssima nas fotos!

Esse foi só um post “eu tenho que falar”. Pronto, falei. Agora vou voltar pro meus livros e meus discos do Café Tacuba, que são as coisas que me ocupam a cabeça nessas férias 🙂

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