São Paulo começa mudança de sistema do bilhete único depois de falha

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Hoje de manhã eu estava na fila do terceiro ônibus. A fila do primeiro estava embarcando, o segundo ônibus estava esperando no ponto e o terceiro ainda não havia chegado. De repente, o motorista sai do ônibus e vai à cabine da empresa, com cara de pânico.

– O validador apagou.
– Encosta o carro. – diz o fiscal de linha.
– Metade da fila já embarcou…

Sente a tensão. Sem validador ninguém embarca, a roleta trava. E faz o quê com a metade da fila 1 que ficou de fora? Vão para o ônibus da fila 2? Mas, na frente ou atrás da fila 2? Ou o ônibus 2 se torna o ônibus 1 e 1/2 só pra eles? E as filas 2 e 3 estariam liberadas para avançar sobre as vagas restantes dos ônibus 1 e 2?

– Sacode o validador.

Enquanto o motorista retorna ao ônibus 1, chega o ônibus 3 e a fila 3 (a minha) se torce feito um caracol na direção do ônibus, talvez com medo do validador não voltar à vida. A metade da fila 1 que está de fora nos olha com cara de “eu cheguei primeiro, eu tenho direito de entrar na frente de vocês tudo”.

Aí eu penso cá com meu botões. Será que o validador estava funcionando direito antes de apagar? Será que ele não liberou a roleta sem descontar crédito? Será que ele não falha? Não, era mais fácil ele errar contra o passageiro. Se houvesse falha contra a RioÔnibus, eles arrancariam todos os validadores imediatamente.

Aí eu chego no trabalho e confirmo: se houver falha contra a empresa, eles arrancam o validador imediatamente.

São Paulo começa mudança de sistema do bilhete único após suspeita de fraude.

Ah, sim, o validador do ônibus levou um sacode e voltou a funcionar.

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