Alguém tem o telefone da Supernanny?

Eu não consigo imaginar gente mais imatura do que pais que intervêm em desentendimento de criança comprando briga com os pais da outra criança.

Ensinar os filhos a resolver os problemas cortando relações e ignorando olimpicamente a outra criança não é a melhor idéia, salvo se a outra criança estiver ameaçando a integridade física e emocinal do seu filho. Só que ignorar um problema desses não faz ele sumir.

Agora, no caso de primas que dão a língua uma pra outra e discutem pra ver quem é mais feia e quem tem o cabelo mais duro (são primas, a aperência das duas vem do mesmo ramo da família, os pais são irmãos, então são igualmente horrorosas) (ironia, animal) (desculpas a quem sabe o que é ironia, mas estou pisando em ovos nesse post, apesar do “animal”), acho que eu devia trancá-las num quarto com um pote de Neutrox e outro de sorvete e deixar que elas escolham como devem passar o tempo juntas. 

Me perguntaram se eu sei o que minha filha faz quando eu não estou vendo. Óbvio que não. Mas eu tenho uma foto, tirada às escondidas, das duas primas trancadas no quarto da minha mãe, fazendo uma bagunça tremenda, uma está jogando travesseiro pra cima, a outra rolando nos lençóis. Ambas com a cabeleira emaranhada, e rindo muito. Quando vejo caras emburradas, é de episódos como esse que eu lembro, e não de outros episódios de caras feias. É família, porra!

Minha filha sabe que ela pode ser repreendida por qualquer pessoa, parente ou não, se for vista fazendo algo errado, e eu:

  1. não vou tomar as dores dela
  2. não vou rechaçar provas concretas
  3. não vou reagir atacando o acusador, desencavando coisas que nunca tinham sido reveladas
  4. não vou levantar suspeitas sem fundamentos contra o acusador
  5. não vou mover uma palha para impedir que, se for o caso, ela acate com as consequëncias de seus atos
  6. não vou dar esporro público
  7. nao vou pedir desculpas no lugar dela, se for o caso ela que se desculpe, não é vergonha nenhuma.
  8. Vou ficar do lado dela, segurando sua mão e enxugando suas lágrimas, qualquer que seja a situaçao.

Agora, se ela for vítima de acusação falsa ou injustiça, eu não preciso lembrar que eu sou mãe. Não daquelas que vão tomar picolé da mão do garoto bobo do parquinho, mas na dúvida de qual é o meu limite, é melhor não testar.

(Esse post é a prova de que já estou p* da vida).

É com essa educação que eu solto minha filha longe dos meus olhos. Solto com parentes, que têm total respaldo meu e do pai para adverti-la. Já soltei também na companhia de outras mulheres, mães de amigas e professoras. Eu não sei como minha filha se comporta quando eu não estou olhando, mas para deixá-la na companhia de outras pessoas, eu confio. 

P.S. – Nomes? Fotos? Descrições detalhadas? Não, eu não faria isso em público com as meninas! Nem mesmo para esclarecer se estou do lado acusador ou do acusado… O legal (not) é que fui acusada de fazer exatamente isso, de expor a situação em público. O meu blog é onde eu me exponho (“me exponho a mim mesma”, todos pronomes relativos a uma única pessoa: a tal de eu) e escrevi porque estou puta com o manejo que estão dando a uma situação envolvendo duas crianças que eu amo muito e também porque fui chamada de analfabeta digital. Cara, eu já conheço o Senhor Privado, e já faz um tempinho…

Privado

 

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