O ócio criativo, exemplo prático

Volto ao trabalho na próxima segunda, dia 6, depois de 3 meses afastada.

O trecho do livrinho que estou lendo (durante a fisioterapia) diz que tempo de permanência no local de trabalho não aumenta a produtividade, muito pelo contrário. Lembrei da minha última visita ao escritório. Um colega estava fazendo o meu serviço. Em casa, baixei um aplicativo, fiz as modificações necessárias e melhorei o meu próprio método.

Hoje, ao lembrar disso, me veio à memória outro serviço, que está engavetado. Vergonha, eu sei. Não é que eu não quisesse fazer, eu não sabia o que fazer. Como a instrução que eu recebi foi “resolve isso", coloquei na gaveta do "aguardando".

Ao mesmo tempo em que lembrei do abacaxi, descobri como descascá-lo. Senti ondas de choque percorrendo o meu pé (estava no TENS…).

Saca Arquimedes pelado gritando eureka?

Essas soluções vieram de 3 meses de ócio criativo, dos livros de marcelo gleiser e domenico de masi, das horas intermináveis de brincadeira no market do android e no google apps. Marcelo Gleiser, inclusive, afirma que eureka não é só euforia, é alivio. Eu estava pensando que, se acharam meu abacaxi, pelo menos eu não estava lá pra receber o diploma de incompetente do mês. Agora eu sei que mesmo que me entreguem o diploma na segunda-feira, eu devolvo junto com o abacaxi descascado.

Eu sou funcionária pública da Prefeitura do Rio. Gosto do meu trabalho e gosto de trabalhar bem. Ao contrário do infeliz que deixou o degrau na rua e quebrou o meu pé (traumatizada, eu?)

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Já ando e desço escada quaaaaase normalmente. Ainda não corri. Nem tentei. Nem vou tentar…

Fiquei com uma perna mais fina que a outra, comofas? O.o

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