Kubica me mete medo

Eu me enfurnei no google pra fazer uma pesquisa, imprimir e levar pro meu médico (e pro meu chefe).

O que me intrigou foi a tal da “decalcificação”. Não encontrei esse termo em nenhum site especializado (em ortopedia, não em F1). Só no Globoesporte encontre a fonte da tradução brasileira: o Autosprint.

Screenclip

Os sites de médicos ortopedistas falam em “descalcificação” (ou seja, os sites de F1 traduziram errado) como osteoporose. Disso eu acredito que o polonês não sofra. 

Fui apresentada ao processo de desmineralização que acontece durante o período de imobilização do osso fraturado. Enquanto a perna (ou, no meu caso, o pé) está engessada, imobilizada e não recebe pressão de qualquer tipo, forma-se um calo ósseo ao redor da fratura, mas o restante do osso se enfraquece pela falta de uso. E o própria região fraturada leva tempo até adquirir a mesma resistência de osso nunca quebrado.

Isso explica porque assim que eu me equilibrei e saí desfilando toda contente em cima de uma sandália (usaflex…), o ortopedista me mandou recolocar o imobilizador. é agora que o perigo aumenta, na hora em que eu acho que já posso andar.

O que me preocupava era a dor, que não vai embora e está mais forte hoje do que há duas semanas atrás, quando eu já estava desfilando de sandália. A explicação é o enfraquecimento dos ossos. Na fisioterapia eu boto pressão no pé. quando eu reclamo do incômodo, a terapeuta diz que é normal, desde que não apareça inchaço ou rouxidão.

Eu até tropecei andando numa estrada coberta de gelo lavando louça. Foi só ler a notícia do Kubica pra entrar em pânico. Até que ponto o osso resiste? Quanto tempo vai levar pra esa dorzinha ir embora? 

Eu não tenho escolha, a palavra de ordem é paciência. Eu ando devagar, ando mancando, desço escada com dificuldade. E não consigo correr. Kubica também não. Eu vou voltar à minha vida normal, já o polonês voltar ao volante de um F1, infelizmente eu não sou muito otimista. 😦

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