Quero meu pé de volta pro Natal!

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Pela contagem de presidiária, em colunas de 15 dias, o gesso sai na próxima segunda-feira. Pela contagem "seis semanas", sai nesta sexta-feira. Pelo ortopedista, ele vai "tentar" tirar o gesso, tudo depende do calo ósseo, da vascularização e – percebi na última consulta – da minha ansiedade. Não está doendo mais. Eu consigo mexer meu pé dentro do gesso, até no lado do ossinho quebrado. Não dói. De vez em quando sinto uma pontadinha de dor lá no osso que vem do nada, perturba e vai embora. Devo esperar isso pelos próximos dois anos. Mas os músculos e ligamentos parecem recuperados, desinchados. Voltei a entrar na cozinha. Já fiz umas panelinhas de arroz, já lavei uma louça, e o pé não ficou latejando. Na área de serviço não entrei, ela é uns 20 centímetros mais alta que a casa, não consigo entrar lá.

Acho que ainda vou botar a bota removível por duas semanas e só depois, pé liberado para fisioterapia. Ainda falta muito pra que eu volte a andar normalmente. Mas colocar os dois pés no chão e andar com as duas pernas + muleta, acho que já posso. Pé desinchado, sem dor, mexendo dentro do gesso, suportando períodos de 20 minutos pendurado. O joelho, a perna boa e o braço que comanda a muleta já incomodam mais que o pé quebrado. 

Ansiosa, eu? Nãaaaao…

P.S – Sim, eu estou com muito medo de andar em ônibus lotado. 

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