A volta do que não foi

Quase transformei o kindle em tauboa de tiro ao álvaro.

Ele estava abandonado, descarregado há alguns dias. Eu estava sem cabo usb para transferir livros para ele. Hoje, marido me deu um cabo, peguei o kindle e… Aaaaaaah

No alto da tela, uma faixa congelada mostrava uma borda decorada de um livro. Liguei, desliguei, resetei e perdi meus bookmarks do livro de filosofia, consultei o oráculo e descobri que é um destino trágico esperado: um pedaço de tela congelado. Abri meus livros, quase todos em pdf, e vi que perdia as 3 primeiras linhas. This is the end.

Marido perguntou: “vamos precisar de um novo kindle?” Não tem um ano que eu peguei um dinheiro que não podia sair da poupança e dei tudo no aparelho usado oferecido por um amigo. Hoje eu pagaria menos importando diretamente da Amazon. O preço caiu e eu não compraria o DX de novo, pegaria um menor. Mas o defeito em um aparelho ainda novo, caro e sem assistência no Brasil me desanimou. Marido comentou que teríamos que arranjar um e-reader, um celular que fosse, pois nossa filha lê muito.

A ideia demorou, mas apareceu. Depois de passar a manhã inteira macambúzia, lembrei do Calibre. Configurações de conversão. Tamanho das margens. Ajustei a margem superior em trocentos pontos. Joguei o novo arquivo no kindle.

Funcionou. O texto começa logo abaixo da faixa morta.

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O enterro do kindle foi suspenso! Está quebrado. Está com defeito. Mas ainda funciona!

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