Três meses de telefone android

Estou devendo um post sobre a experiência com meu segundo modelo de smartfone, o Galaxy 5. Quando comprei o E62 ele também era um telefone ultrapassado, em fim de carreira e posto pra fora da fila de atualizações do sistema operacional. Mesmo assim me serviu muito bem. Tive que aprender uns métodos de hackear o aparelho pra instalar uns programinhas. Já encontrei os tutoriais para instalar versões alternativas do android no G5, mas, sinceramente, frente à experiência de 4 anos com o E62, ainda vai demorar um tempo pra que eu me sinta limitada pelo limitado Froyo. Eu deito e rolo com ele (!) Até agora só fui barrada no market em dois apps de interesse: um scanner e um bloco de anotações, o springpad. Consigo viver com o Evernote (minhas coisas) + Upvise (coisas do trabalho) + post it (anotações que vão perder a importância mais rápido que o tempo que eu levaria para arquivá-las nos outros programas e etiquetá-las, viram papeizinhos digitais na telinha). O problema do scanner, resolvi fazendo minhas anotações em folha A5, fotografando e passando por um PDF Creator. Agora mesmo, estou com o note no colo, passou o anúncio de um programa de tv hoje à noite e eu peguei o celular para criar o lembrete no Gtasks. mesmo com o teclado gigante do note queimando meu colo. Estou muito feliz com meu android véio.

Agora que estou ancorada no sofá da casa, uso o bixim pra ler, navegar, verificar minhas tarefas, coordenar os trabalhos domésticos, mandar trabalho pro escritório, fazer ligações (ah, é, ele é telefone), blogar (o post anterior foi escrito nele) e estudar muito! Peguei meus cadernos velhos pra tirar as teias de aranha dos meus departamentos mentais de gramática, ortografia, sintaxe e (fim da fila…) matemática. Os cadernos velhos estão no Evernote. O plano de estudos está no Edmodo. Coloco uma prancheta no colo com um caderninho pequeno e o smartfone. É muito legal! 

Participo de um grupo de discussão sobre educação e assino vários blogs sobre o assunto. Hoje recebi mais um post sobre como o IPad pode fazer maravilhas na vida de um estudante. Ou pelo menos era esse o título, mas as linhas de defesa da idéia provaram apenas o que eu já desconfiava: o Evernote faz maravilhas na vida de um estudante. Eu muito mal contenho a ansiedade de mandar Filhote com um gadget com Evernote pra escola. Mas garanto que não vai ser um Ipad porque Ipobre. Assim, se eu me planejar (tipo, não quebrar mais o pé nem arranjar nenhuma outra moléstia? Ah, tá), até daria pra pegar um em 12 ou 15 prestações (o Galaxy foi comprado em 5 e já estou me sentindo emergente, que todos os meus gadgets foram comprados em 10), mas por que eu vou colocar a corda no pescoço se um tablet android faz tudo o que o outro faz e mais barato?

“Mais barato” é importante quando se fala em ampliar o acesso dos jovens à tecnologia educacional e à autonomia de aprendizagem. Eu defendo a utilização de qualquer xingling. Foi por “un pelito” que eu não comprei um ZTE no lugar de um Samsung. Se eu tivesse comprado poderia escrever sobre os usos de um xingling de respeito (dez parcelas de R$20,00!) por estudantes e teria argumentos para conversar com os doutores que se dividem entre defender os tablets caros e derrubar o debate, acusando-o de utópico porque nosso povo seria despreparado para esse tipo de uso, além de pobre.

Mas acho que meu próximo smartfone (daqui a dois anos no mínimo, menos que isso eu me sinto uma consumista descontrolada) terá tela entre 4 e 6 polegadas e dificilmente vou me deixar seduzir pelo tablet. A telinha já me satisfaz, cabe no bolso, cabe na mão, é uma gracinha. Eu tinha que escrever sobre o android porque quando fui pesquisar sobre ele vi as idéias passadas pela blogosfera são que 1) Só funciona com conexão à web permanente e 2) quando seu aparelho sai da fila de atualizações, jogue-o na privada e aperte a descarga. Não é bem assim. A verdade é que coloquei o wifi em casa (por causa do notebook…) e está resolvido. Os apps importantes sincronizam e armazenam os dados no cartão, exatamente como eu fazia com o E62. Até o Evernote deixa o texto e pede web só pra foto. A conexão 3G só seria necessária se fosse muito importante passar o tempo no ônibus ouvindo a rádio albanesa que toca música latina, mas as conversas aos berros ao som de funk não me deixariam ouvir nada.

Meu próximo post deve ser “Um mês de tevê a cabo” ou “Thanks God I have tv a cabo pra passar um mês encalhada no sofá!”

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