Not so Smart Phone

A madame largou o processo na minha mão. Ou melhor dizendo, largou na mão do meu chefe e eu tive que correr atrás pra fazer meus cadastros. Ela saiu. Ela voltou. Precisava do número do processo para fazer os cadastros dela. Ela trouxe o processo pra “adiantar”. Só o fato de não ter entregue na minha mão quase atrasa tudo, se ele entrar e sair sem passar por mim, ferrou. Quando ela voltou e pediu o número do processo, eu ergui o dito cujo, capa voltada pra ela. Fiz sem intenção de perturbar! É que estou totalmente adaptada com o smartfone, num caso desses ou eu anotaria no Upvise (ou no bloco de notas, quando eu usava telefones comuns), ou tiraria uma foto da etiqueta de identificação. Ou até mesmo gravaria um voice memo. A madame esperou cinco segundos e resmungou. “um papel e caneta, por favor…” Não tenho ao alcance das mãos. Olhei para a mão dela, se não era smart, era pelo menos um “feature fone”, deses aparelhos que não permitem muita personalização mas trazem uma penca de apps pré-instalados. Mordo meu cotovelo se não tem um bloco de notas. Meu chefe disse que eu tenho a obrigação de dar curso avançado de operação de telefone. 

 

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