Edupunk

É ISSO!

Apesar de estar mergulhada na rede buscando avidamente informações sobre educação (isso já tem uns dois anos e conseguiu retirar a F1 do lugar mais alto do pódio, façanha hercúlea, educação hoje me fascina mais), apenas hoje (há um minuto) tomei contato com o termo e o conceito edupunk. Ainda estou lendo as trezentas abas abertas (trabalho o quê?) mas o primeiro pensamento MEU que pipocou na cabeça foi É ISSO!

Já li que é um hype. Me desculpa, mas é uma modinha que eu procuro desde o ginásio. Minha filha está no ginásio e isso me põe em contato novamente com meus anseios, com minhas revoltas com o sistema que não mudou nadinha em vinte e três anos. A diferença é que hoje eu e Filhote temos ferramentas de mudança nas mãos.

Aos dez anos eu lia no livro texto de História as histórias fascinates da mitologia grega. Eram pequenos trechos, claro. No fim do livro, uma listinha de sugestões de livros e filmes. O problema é que eu não tinha acesso a esse materal extra. Na locadora de videocassete só tinha os blockbusters. Livraria no bairro não existia. Comprar livros e fitas era extremamente caro. Hoje a locadora ainda só tem blockbuster, meu bairro ainda não tem livraria (as religiosas não entram na conta) e comprar livros e fitas.. Comprar pra quê? Acabei de baixar e enfiar no kindle O Livro de Ouro da Mitologia. Claro, só confessei porque sou dona de um original em papel, mas que não quero carregar pra ler no ônibus, meu pescoço dói demais. Ontem eu achei um vídeo no youtube, publiquei no grupo de estudos do Edmodo (um facebook privado para estudantes) e quando cheguei em casa minha filha já havia assistido o vídeo e conversamos sobre ele e os outros da série. Mais uma vez: É isso!

A garota que hackeou o colégio PH. Filha de milionária (do ponto de vista da minha carteira, é sim), estuda num sistema extremamente rígido que garantiria seu ingresso nas melhores universidades públicas para que ela tenha condições de se manter na aristocracia (sim, ando meio grega, sabe-se bem o motivo) e mesmo assim ela deu uma hackeada federal no colégio, a ponto de ter provocado a ira dosdeuses coordenadores. Eu não parei de pensar nessa história, na ponta de admiração que eu tive pela atitude dela e no que eu poderia fazer para corrigir o que eu achava errado (acredito que ela não queria implodir o sistema, ela queria era as notas altas). Entrei no Facebook e criei um grupo de estudos, montei a grade, distribuí as tarefas entre os membros (minha família), apaguei tudo (Facebook não me atende, #prontofalei), refiz no Edmodo e estou ensinando Flhote a usar a ferramenta realmente para colaboração, pesquisa, aprendizagem… Serve pra cola? claro que serve. Assim como o bilhetinho dentro da meia ou do sutiã serviam. E não foi para isso que a meia e o sutiã foram inventados. Estou ensinando Filhote (aprendendo junto seria mais apropriado) a extrair o melhor dos recursos mágicos que temos hoje.

Ao ler a palavra Edupunk, o segundo pensamento MEU que pipocou na cabeça foi: Dá pra fazer mais!

Meu problema com Another Brick in the Wall era o discurso adotado pelos seus adoradores… é que eu não queria abandonar os estudos… Tanto que não abandonei 🙂

 

P.S 1 – Edupunk: que Deus salve os pedagogos <— Testei o Moodle e fugi, horrorizada, é difícil pracaraleo de usar. Do it yourself é yourself MESMO, não posso esperar especialistas em tecnologia da educação fazerem ajustes e me treinarem, deixa comigo.

P.S 2 – Li em algumas das 300 abas abertas que edupunk é um movimento voltado para a educação à distância, universitária. Pronto, já hackeei o movimento. Adianta alguma coisa revolucionar tudo na universidade se a pirralhada foi formada no sistema tradicional? Eu que o diga, quantas vezes dei 10 sugestões à Filhote e ela me dizia “não pode” ou “a professora não quer assim”. Respeitei até o fim da 4ª série, no início da 5ª a primeira coisa que fizemos foi hackear a apostila 😀 Na universidade é tarde demais.

 

 

 

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3 comentários sobre “Edupunk

  1. Realmente o Moodle tem uma “curva de aprendizagem” que não é das menores. Mas não acho que seja diferente do correspondente pago “BlackBoard”. Mas acho que o EduPunk propõe algo mais solto que não se vincula a nenhum sistema específicamente. Boa sorte. Obrigado pela citação!

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