A publicidade como nova forma de arte?

Eu sempre sentim um desconforto ao ver as músicas clássicas da minha geração usadas pra vender coisas e e hoje atingi o auge da contrariedade ao assistir eduardo e monica 3.0. O clipe é bem legal, mas… não é clipe. é propaganda. é o culto ao consumo. Depois de ler que o futuro da música estava nos ringtones, agora o videoclipe vai virar comercial.

Eu tento aceitar as mudanças, aceitar que eu tô ficando velha (aos 33 anos? Cuma?), aceitar que se não gosto de uma coisa, se não me prejudicar, é só fingir que não existe (ahá, taí uma coisa que a moçadinha hoje não sabe fazer), mas… vai ser difícil conter a alucinação de me ver dando um murro no primeiro que vier me falar da música do comercial do celular (juro que esqueci qual era a operadora!). 

Eu só quero ver se os pré-adolescentes, que até ontem achavam Legião um saco, vão sair cantarolando hoje. Pela minha experiência eu acredito que o melhor a fazer é apresentar algumas músicas e fazer cara de escândalo quando eles cantarem faroeste caboclo. Aí a gente tira eles do lado colorido da Força. 

Ei, faroeste caboclo não se presta a publicidade, não é? Espero que não.

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