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Ontem à noite, subindo a rua, ouvi um som que parecia o grito de um felino selvagem. Ao me aproximar do fim da rua, outro grito, mais fraco. Era um menino de no máximo 2 anos. Ele, o pai e duas mulheres estavam na calçada. O pai dizia “quando eu disser que não pode, não tem conversa”. E o menino respondia com mais um grito. O pai olhou para as mulheres e disse “eu digo uma coisa, a mãe vem e diz outra, só pode dar nisso!” E as mulheres ao redor. Ele, conformado; as mulheres, com risinho irônico de canto de boca. Talvez achem que quem manda na criação dos bebês é a mulher. O menino tinha uma carinha bastante contrariada, mas diminuía a intensidade dos gritos porque o pai diminuía a veemência das críticas. Já estava claro quem tinha vencido. Tive pena do pai e do filho.

 

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