Ih, choveu

O cabelo encolheu, a cidade alagou, a praça da bandeira está coberta de lama, a Brasil apesenta um congestionamento monstruoso, a tv acaba de mostrar um ônibus parado na seletiva e seus passageiros se equilibrando no canteiro (passei por essa aventura ontem, com trânsito bom e tempo firme) (um corno bateu na traseira do ônibus, mas o nosso corno estava fora da seletiva). 

Eu ando de Transportes Campo Grande. Se por um acaso tiver ônibus no ponto final, se algum carro sobreviveu à enxurrada de ontem e venha nos buscar, eu não chego ao Centro antes de meio-dia, se ele não enguiçar ou bater…

Está chovendo agora na Zona Oeste. Cai uma pancada, pára, volta a chover.

A região da Tijuca na noite de ontem: aqui

Estudei ali de 96 a 2000 e era assim mesmo. Tive sorte de nunca pegar chuva forte de noite. De manhã, quando a água invadiu a escola, fomos expulsos do prédio (não pela água; pela direção, mesmo). Acharam quen era mais seguro. Atravessei a Avenida Maracanã sem enxergar onde era calçada, onde era rio. Consegui pegar o ônibus logo e, ao chegar em casa, vi na tevê meu colégio debaixo d’água, as telhas do prédio de Desenho dentro da piscina. Os colegas que não se arriscaram na travessia da avenida alagada só chegaram em casa às sete da noite.

Hoje é dia de camisolão e edredom.

 

 

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