eu, você e todos pela educação na vida real

Ninguém questiona que a sociedade tem que se engajar na educação de suas crianças, tem que ser fanática como uma torcida de time de futebol. Mas na vida real, o negócio complica. Que tal acordar às sete no feriado, verificar material escolar, dar um mega esporro, esperar que a criatura se recupere e comece a fazer as tarefas e passar cinco horas numa oficina de leitura e interpretação de textos. Então dá o meio-dia e, faminta, você percebe que não tem nada pronto para o almoço.

A parte das 5 horas de oficina litarária, apesar de cansativa e emocionalmente desgastante, é a que eu mais gosto. Mas se o almoço não se prapara sozinho, cria um transtorno.

É emocionalmente desgastante ouvir “ô,mãe” de dois em 2 minutos, ver que suas críticas são levadas sempre pro lado pessoal, que o pedido de correção é recebido com raiva, que você puxa, puxa e o outro lado perde muito tempo resistindo antes de aceitar nadar na correnteza do raciocínio próprio (a água dessa correnteza deve ser muito gelada).

E agora eu tô cansada e com fome.

Eu leio muita gente criticando a falta de engajamento dos pais na vida escolar dos filhos. Não é (só por) preguiça ou vadiagem. Ao invés de criticar e decretar que não tem mais jeito, é melhor começar a identificar os obstáculos para vencê-los. Temos lares em que “os pais” resume-se apenas à mãe, mães que perdem 2, 3 horas só no trajeto trabalho-casa, mães que não têm condições de acompanhar a matéria dada (quem sou eu pra ministrar oficina de leitura e interpretação?), pra ficar com obstáculos menos, hmmm, escabrosos.

Foram oito nove “ô, mãe” durante a criação desse post :-/ 

Nove, e ela disse que já volta. Mas o texto, que na versão 1 tava uma bosta, já está muito bom….

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