Shakira, a potência latina

Trechos da reportagem da revista Época, edição da semana passada. A dessa semana, pra variar, ainda não chegou :-/

Na última vez em que Shakira se apresentou para o grande público no Brasil, em 1997, ela não passava de uma cantora do pop adolescente que tentava aprender português para conquistar o mercado brasileiro. Nesta semana, ela retorna ao país para três shows como uma das maiores estrelas mundiais. A cantora e compositora colombiana é o maior fenômeno musical sul-americano de todos os tempos. Em vez de sucumbir ao regionalismo, como outras estrelas locais, Shakira se transformou em uma potência latina global. [….]

Aos 23 anos, Shakira já tinha tomado o grande mercado da música popular hispano-americana. Era uma estrela teen celebrada do México ao Uruguai. Percebeu então que lhe faltava anexar um único país: o Brasil. Aprendeu o português até se tornar fluente e, em 1996, lançou-se aqui com sucesso, em uma operação artística inédita. Até então, o exército de astros latinos, como o cantor porto-riquenho Luis Miguel e a banda mexicana Maná, entre outros, tinha a presunção de manter seus fãs brasileiros cantando em espanhol.

Shakira Isabel estourou no Brasil com o remix do Memê, lembro que o principal comentário das colegas que compraram o diso foi “o som dela não tem nada a ver com aquela música”. Mesmo comentário que elas fizeram do loshermanos de anajúlia, e como eu tinha gostado do som do LH, fui atrás do cd da Shakira Isabel. Não falhava, se a galera dizia que era ruim, eu achava bom. Sabemos que ela mudou o foco da carreira, tornou-se uma potência latina global com o selo de aprovação do público americano. Aí sim, 5 anos depois, ela voltou a tocar nas rádios brasileiras, com Whenever, wherever. Depois, ela abandonou as flautinhas andinas, as gaitas, os acordeões e partiu pra pop dance eletro farofa hip hop music e deu muito certo. Menos pra quem gostava do pop rock original da morena-ruiva.

Agora eu fico aqui cantando (citação ao Fonseca, um dos muitos colombianos que habitam minha discoteca) em espanhol e me pergunto o que é pior para os brasileiros: [ironia mode on] a presunção desses latinos de quererem nos impor o idioma deles ou esses brasileiros que não vêem problema algum em cantar em espanhol? Cadê o nacionalismo, o patriotismo ou, vá lá, o bom gosto? Se é pra cantar em estrangeiro, que seja em inglês, que é mais normal!

Pra terminar, la tortura que é Estou Aqui em português. Credo. Peloamordedeus, não faça isso no Rock in Rio, Shakira!

 

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4 comentários sobre “Shakira, a potência latina

  1. “Se é pra cantar em estrangeiro, que seja em inglês, que é mais normal!” Desculpe, mas eu não tenho vergonha de ser latino, e deveríamos dar mais valor a países que tem uma cultura similar à nossa. Por que tenho de cantar em inglês? Esse papo de “mais normal” não faz o menor sentido. O que é normal? Inglês não é sinônimo de “estrangeiro”, filha. Se gostas de inglês, aprende, cante, vá em frente. Mas não se ache superior por falar o idioma do império. O mundo é muito maior.

  2. E quanto ao nacionalismo, o que mais destrói a cultura nacional hoje em dia é justamente esse “gosto” pelo inglês, substituição de vocabulários, tentaiva de imitar os “gringos”, massificação de hábitos americanos, redes de McMerda Feliz, etc. Se queres defender o nacionalismo, atira tuas flechas no lugar certo, não no pobre castelhano.

  3. Eu devo escrever mal pracaraleo. Admito, mas ao voltar aqui pra ler os últimos comentários, vi que eu antecipei uma possível confusão e usei no texto uma técnica de escrita web, a tag [ironia mode on].

    Joca, antes de detonar a Aline, eu (se não fosse ela), clicaria na tag música pra ver do que ela gosta afinal de contas, e clicaria nesse quadradinho chamado el sonidero da barra lateral direita. Y por las dudas, meu perfil no Last.Fm é http://bit.ly/gVJfbu

    P.S – no soy tu hija.

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