Multiply ainda vive! (?)

Multiply era uma rede social à frente de seu tempo.

Hospedagem para blogs e arquivos de imagem, áudio e vídeo. Contatos agrupados de acordo com critérios “vida real”. O destaque era a classificação de parentes: se você adiciona seu marido e o irmão dele se inscreve na rede, o sistema reconhecia o parentesco e vocês eram conectados como cunhados. A classificação era importante devido aos níveis de segurança. No Multiply eu publicava toneladas de fotos pesoais e configurava o álbum como “visível apenas para parentes”. Havia a classificação de amigos e colegas, e seu conteúdo podia estar disponível para um círculo bem restrito de amigos, ou para o galerão de amigos dos amigos (que saudade das tretas que eu arranjava ao comentar em post de amigo do amigo do amigo…), ou só para parentada, ou só para contatos de trabalho. Tudo muito fácil de configurar.

Marcar o rosto dos contatos nas fotos: Multiply (acho que não foi o 1º, mas foi o 1º a copiar o Flickr). Tinha o painel de notas para os contatos cujo conceito lembra PRA CARAMBA o conceito de Timeline do passarinho azul… Tinha o painél de links que eu só abandonei ao conhecer uma novidade em 2005: o Del.icio.us

O Multiply foi o pioneiro em trancar conteúdo dentro de seu ambiente. O blog poderia ser escondido de quem não fosse cadastrado. O problema é que mesmo que o blog fosse visível para toda a web, apenas os usuários cadastrados podiam comentar. E isso é péssimo para um blog. Aos poucos, o Multiply foi trancando o conteúdo de todas as seções. Também acabava com seções (como o imprescindível caderno de receitas :p) e cortava as opções de personalização, com a desculpa de simplificar as coisas para o usuário iniciante e o médio (e a evolução pára por aí, pelo jeito :-/)

Saí porque cansei das amarras do sistema. Com o passar dos anos, o visual do site ficou datado, mas o conceito de rede à parte da grande rede, por incrível que pareça, está mais firme e forte do que nunca, tanto nos aplicativos móveis quanto no onipresente Facebook.

Mas que eu passei bons momentos com ele, ah, como passei. Só que hoje eu prefiro não me amarrar. Até as google apps me irritam, se eu puder eu não uso!

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