Não basta reciclar, tem que ficar bonito e elegante?

Sacola de jornal, já viram?

sacola de jornal

#Comofas aqui

A que vi hoje de manhã nas mãos da minha xará era bem mais frágil que essa daí, foi feita usando apenas uma folhinha de jornal. Ela parou na feirinha de artesanato, comprou um bloco de anotações (para presentera uma aniversariante) e recebeu a sacolinha de jornal como “embalagem”. O que é que a gente faz com embalagem de presente? rasga ao abrir e joga fora (a não ser que você seja como minha tias e guarde a embalagem pra embrulhar os presentes que você vai dar…). Se é pra rasgar e jogar fora, o material mais indicado é o papel jornal. Sim, estou fazendo campanha contra as belíssimas embalagens de plástico.

Eu achei a sacolinha de jornal da Xará um charme. Ela também estava toda contente. Mas uma colega nossa teve seu momento #prontofalei: “Eu não gostei. É esquisita. É feia.” E continuou, dizendo que já tentou parar de pegar sacolas de plástico, comprando (caiu na armadilha) uma caixa desmontável pra colocar as compras. A caixa ficou muito pesada e ela desistiu. Comprou também ecobags mas ela sempre esquece de levá-las ao mercado. E voltou ao assunto da sacola de jornal, ironizando a Xará: “Você vai dar uma sacola de jornal de presente?”

Uma pessoa da minha famíla vai receber livros usados de presente de Natal. Eu devo estar atrás de encrenca, pois ela não é chegada a livros e associa a palavra “usado” a algo que foi desprezado, e se não serve para o antigo dono, não é pra ela que vai servir. Pior ainda, associa o ato de comprar (o que quer que seja) a prazer. Como alguém tem que ser a tia chata da família, sou eu quem dá livro. Usado. E dentro de uma sacola de jornal.

Eu achei a sacola bonita, sim. Ela serve bem ao que se presta, e ao ser inutilizada pode ser re-reciclada ou descartada sem problemas. Se isso não é ser bonita e elegante, eu não sei o que é. Deve ser a moçoila que vi hojde de manhã ensinando ao filho de uns 6 anos a jogar copo de guaraná e saco de biscoito pela janela do ônibus. É pra dar emprego aos garis.

Pronto, escrevi.

P.S – Nunca esqueço da tal “ecobag”, até porque ela me ajuda na estratégia das compras de supermercado: só compro o que eu agüento carregar. Vou pegando e jogando na sacola até o limite da força nos braços. Ajuda até mesmo a definir a prioridade dos itens a comprar. Quem não tem carro tem que se virar 😀

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