De Bangu ao Centro em 2 horas

Não pude fazer o teste como previsto, pois eu ía me esquecendo mais uma vez dos livros atrasados da biblioteca. Acordei cedinho e ao invés de me arrumar e correr atrás do 397, fiquei vadiando na net, lendo sobre o grammy latino (que eu não vi) e só saí de casa às 8:40h. Peguei um ônibus para o centro de Bangu.

Cheguei antes das nove, biblioteca fechada. Na portinha ao lado, o Grêmio Literário José Mauro de Vasconcelos. Com um novo serviço: sebo!

Sebo é uma coisa deliciosa. Na internet eu digito o nome do livro que quero, pego, pago, acabou. No sebo eu ando entre pilhas e pilhas irresistíveis. Consegui sair de lá gastando apenas 12 reais. Comprei uma adaptação de os 3 mosqueteiros e M ou N, o livro de Agatha Christie que me eletrizou aos 13 anos. Ah, sim, deu R$13,00 reias, mas no sebo ainda rola um “faz por 12?”

Entreguei os livros na biblioteca que não aceita moças de perna de fora e dei um pulinho numa loja pra comprar presentinhos pro chá de panela da minha futura cunhada (aleluia, irmão). Saí cheia de panos de pratos. Gastei uma hora no centro de Bangu.

Resolvi tomar outro ônibus, assim poderia fazer meu teste, mesmo que num horário inadequado. E também porque eu tinha o direito de pegar o ônibus di grátis, ao contrário do trem. É um bom motivo. Me esperava um S-13 carroça da Campo Grande (cadê “os carro novo”?) com uma pequena fila, mas havia lugar para todos irem sentados. Passei o cartão e fiquei quase dez minutos parada, enquanto os passageiros pagavam com dinheiro e esperavam troco. Tem que ver isso aí, ô prefeito.

Tuitei do ônibus. Ó que legal (not): meu celular é dual sim. Tenho 2 chips, um pré e um pós. Tenho plano de dados (o Libera Pobre da TIM) no pré. No pós, não. Sempre que eu acesso a internet no infeliz ele seleciona a linha pós-paga. Não adianta mudar o seletor de chip nem trocar os chips de lugar pra enganar o celular. Filho duma égua.

A pista estava livre, não choveu, há muitas obras no caminho. Com uma hora de viagem o ônibus saiu da seletiva, permitindo a quem desejasse descer para fazer a baldeação. Cheguei no trabalho às 10:57. Se tivesse sido minha primeira viagem do dia teria tempo de sobra para fazer a segunda.

Claro que preciso refazer o teste, saindo mais cedo – e começando a contar o tempo da minha casa. Mas acho que dá tempo… E não corro o risco de passar na porta do sebo e ir à falência.

Anúncios