Lucrecia – Albun de Cuba, ou sobre a infinita capacidade de se gravar e ouvir música velha

 

Lucrecia – Albun de Cuba, ou sobre a infinita capacidade de se gravar e ouvir música velha (ou, foi mal, lasfm blog, eu não sabia que o título tava muito comprido!)

Eu sempre me interesso por lsitas de premiação. Dali eu tiro artistas de quem jamais ouvira falar e me informo sobre o quão rasteiro anda o cenário musical de gravadoras, rádios e a massa de ouvintes. Não quero, com isso, espinafrar os ouvintes (gravadoras e rádios, quero sim), afinal não acredito em “castas” de ouvintes, em grupos homegêneos. As músicas que bombam nas paradas de sucesso são capazes de atingir todo tipo de ouvinte. Aquele que odeia o Brunoemarrone mas amou uma única música deles, à qual escuta escondido debaixo da cama? Pois é, esse ouvinte embaraçado representa boa parte da galera que sustenta os hitmakers. Diria até que, somando os ouvintes acidentais com aqueles que vão nas ondas do momento, são a maioria. Quando a onda passa, sobra o artista ex-consagrado e “meia dúzia de dez” fãs apaixonados.

Quizás quizás quizás

Lucrecia é cantora e pianista, cubana pero exportada a Barcelona. Com o disco Albun de Cuba ela decide apresentar (por si acaso falta alguém a ser apresentado) à música cubana. Lucrecia tem voz linda, interpretação correta, a banda é maravilhosa. As músicas são aquelas de sempre. Com um detalhe: há alguns errinhos de escalação (Piel canela e Vereda Tropical, por exemplo, não nasceram em Cuba…). Parece bobagem, mas eu queria ver uma coletânea de música brasileira sair com uma música do Madredeus, ah pô, é o mesmo idoma, são detalhes…

Esses discos de versões nos dão a oportunidade de revisitar clássicos, músicas do passado, e para alguns representam a chance de conhecê-los. Mas uma hora cansa. É bom pra matar a saudade de clássicos e pra criar um clima tropical. Não serve pra trilha sonora cotidiana.

Se eu fosse fazer a lista do (não disse que vou… nem disse que não vou…) as faixas desse álbum ficariam na categoria stand-by: são boas, merecem ser selecionadas, mas faixas inéditas, mesmo que não sejam tão boas, têm preferência. Só na falta de música nova e boa que as velhinhas entrariam.

via lastfm.com.br

 

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