Ecochatos desde criancinhas!

Acho que nem se usa mais a palavra “ecologista”, agora é mais bonito “ambientalista” ou simplesmente “verde”.

Não sei por quê, mas sempre tive essas inclinações, lembro-me de colar adesivos do Greenpeace na minha bicicleta. Lembro-me de aprender bem pequenininha a não deixar torneira aberta e luz ligada à toa. Como costuma acontecer por essas bandas, fui punida: lembram do racionamento de energia elétrica? Eu não tinha mais como racionar, pois meu consumo já era baixo e o governo mandor cortar mais um pouquinho…

Hoje em dia é mais do que nunca importantíssimo mostrar-se alinhado com o pensamento ambientalista. Vejamos o exemplo dos supermercados. Resolveram verdejar. Colocaram placas informativas pedindo aos consumidores que reduzam o uso de sacolas plásticas, que as sacolinhas suportam até seis quilos.

As sacolas do Prezunic e do Guanabara estão vindo com defeito de fabricação. Num monte de 3 sacolas, pelo menos uma já vem com a lateral rasgada. E às vezes a gente só percebe no caminho para casa. Não caiu nada no meio do caminho, mas já levei alguns sustos ao subir a escada, olhar para a sacola e ver metade do saco de feijão pendurado pra fora.

Os supermercados também vendem sacolas reutilizáveis. Eu tenho as minhas, e ando de mochila, mas hoje de manhã não tinha nem uma, nem outra. O velhinho na minha frente pegou várias sacolas plásticas rasgadas, e a moça do caixa disse que  “é tudo vagabunda mesmo, e esse negócio de 6kg é uma piada, nada ali naquele mercado prestava, a começar por mim!” Eu perguntei se a sacola retornável prestava. Ela mudou de postura “não sei dizer…” Se prestasse, ela saberia. Cheguei ao trabalho com uma das alças quase decosturada e estou preocupada com a volta pra casa.

Os mercados cariocas estão engajados na causa verde porque existe uma lei que pretende acabar com as sacolas plásticas. Os mercados podem ser multados. Então eles inventaram as plaquinhas de conscientização + sacolinhas plásticas vagabundas + sacolas reutilizáveis (uma vez e olhe lá, dependendo do peso) pagas.

As ecobags têm boa aceitação. As do Prezunic são realmente fortes. As do Guanabara NÃO são, o que eu acho um crime. Produzir sacolas, sejam de plástico ou de fibras, que não se prestam ao uso é a mesma coisa que produzir lixo. Os consumidores gostam das sacolas pois elas estão na moda. Você pode desfilar por aí com uma mensagem. “Sou bonita, inteligente, responsável e  defensora do planeta, ao contrário de quem está lendo essa mensagem e não carrega uma ecobag.” Por que ecobags têm que vir com um discurso impresso? isso é caso típico de ecochatos.

Eu não tenho excesso de sacos em casa (por causa das minhas eco-bolsas-de-feira), mas sei que elas são um problema para muita gente. Por isso, deixo duas dicas. Na primeira um post da Vila do Artesão que mostra como transformar os sacos em um tipo de tecido e, com ele, fazer uma ecobag. Excelente destino para os saquinhos vagabundos. Clicaqui

O negócio de fazer tecido dos sacos usando ferro e papel manteiga tá tenso? Então enrole os sacos e faça um tricô. A @Talita_N publicou uma foto que mostra toda a beleza… da reciclagem, da sustentabilidade e da preocupação com o nosso planeta!

P.S – Disputa pelo apoio do Partido Verde? Página errada, foi mal 😀

 

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