Educação e autonomia

Nos velhos guardados encontrei outra coisa interessante, uma lista de ações para matar aprendizagem com autonomia. Fiz tal lista para uma dinâmica numa conversa que tive com professores do Senac de Taubaté. Creio que o ano da conversa foi 1991 ou 1992.

O exercício era o de converter a receita para uma proposta que promovesse autonomia. Toda a discussão aconteceu depois de uma exposição sobre novas tecnologia e moldura. Em tal exposição eu mostrava uma série de transparências para ilustrar a história de restauro de uma obra danificada num museu italiano. As sucessivas transparências mostravam mudanças de moldura, cada vez mais elaboradas, cada vez mais chics. Mas a obra continuava danificada. Continuava, não. Na verdade a cada nova moldura o estado da obra se deteriorava. A analogia era um começo para conversas sobre mudança em educação.

Voltemos ao achado, o exercício. A fundamentação da proposta é a de que apresentações de um quadro negativo serve para repensarmos nossos próprios erros numa boa. Afinal estamos corrigindo algo que  não nos diz respeito… O que fazemos num caso assim é colaborar para que todos saibam qual é o bom caminho…

RECEITA PARA MATAR APRENDIZAGEM COM AUTONOMIA

  • Venda certezas.
  • Rotule os alunos.
  • Elimine curiosidade.
  • Penalize erros.
  • Crie dependência.
  • Fortaleça corporações.
  • Acredite em dons.
  • Simplifique a realidade.
  • Converta saber em mercadoria.
  • Promova ignorância.
  • Banalize conteúdos.
  • Elimine cooperação.
  • Exija disciplina.
  • Dê matéria.
  • Encurte o tempo.
  • Transfira tecnologia
  • Seja moldureiro.

BARATO, Jarbas N. (em) Tecnologia e Reformas Educacionais. Taubaté, circa 1991.

Essa entrada foi publicada em setembro 14, 2010 às 9:32 pm e arquivada em Referências. Você pode acompanhar qualquer resposta para esta entrada através do feed RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.

@alineonline também rebloga, principalmente quando está sem tempo. A prova do CPII é mês que vem. O que tinha de ser feito já foi. Meu objetivo para os próximos dois anos é ajudar Filhote a organizar suas tarefas e, principalmente, a se tornar autônoma no processo de construção de conhecimento, desenvolvendo seus próprios métodos. Daí, nos dois anos seguintes, a gente entra de novo na “norose” que é se preparar prum concurso público.

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