Tudo na vida é passageiro – diário da sardinha enlatada.

Não agüento mais sapato. Acho que vou aderir à (pavorosa) moda das havaianas. Uma hora (num dia bom) de pé na mesma posição no busão, e quando saio ando igual uma pata choca. E cada saliência do meu pé dói. Agora tá doendo o gordinho da parte detrás do dedão. Ser incomodada pelo gordinho da parte de trás do dedão é demais.Dói tudo, na verdade. Eu queria chegar no escritório e deitar no chão. Mas o carpete está sujo e rasgado.

Na saída, o drama é pegar o ônibus, nem que seja a laço. A obra da estação Cidade Nova do metrô interditou a calçada. A gente anda até a pqp. Os motoristas do meu ônibus, coitados, não têm mais ponto, então eles param em qualquer lugar. Isto é, quando param. Ontem eu ía perguntar ao motorista onde ele preferia parar, mas ele não me deu atenção. Estava lendo jornal. A trocadora disse que eles param em qualquer lugar.

(Notinha interrompida pela ligação da secretária do meu médico. Não fui à consulta.  “Ele quer saber se aconteceu alguma coisa”. Não aconteceu nada, então ela se queixou pois eu devia ter desmarcado com 24h de antecedência. Eles se preocupam é com o pagamento, não comigo. Já estou de saco cheio desse médico. Estou sem plano de saúde e até poderia pagar a consulta enquanto a empresa de marido não nos inclui no plano novo, mas eu estou muito muito de saco cheio desse médico. Quem passa o cartão (seja do plano ou de crédito) é ele, não a secretária. Acho constrangedor. E agora que eu tenho que abrir a carteira dentro do consultório, é melhor admitir: não acho que a consulta dele valha o que ele cobra. Com o novo plao, novo médico.)

De volta às notinhas de busão. Outro dia me lamentava por não poder ler no ônibus, na volta pra casa. Leio no smartfone, telinh de 3 polegadas que emite um feixe de luz de cegar. As luzes estavam apagadas. Eu, doida que estou por um ebook reader, percebi que simplesmente não era possível ler ali. Nem livro de papel (não emite luz e é pesadão, não dá pra segurar no busão lotado), nem ebook (não emite luz) nem em aparelhos com tela de lcd (não dá pra ler na escuridão com o feixe de luz voltado para meus ohos). Não dá pra ler no busão, não à noite. de dia, vi todo mundo lendo o jornal Extra Meia Hora. Até o motorista.

No rádio o locutor da Bandnews lê email de ouvinte reclamando que não dá pra ler no metrô também. na estação não é incomum que caia um jatinho d’água sobre os passageiros. Não é passarinho, é do ar condicionado. E nem livro de papel, nem ebook, nem o Extra Meia Hora resistem a jatinho d’água.

Mas que idéia a minha, “vou passar a semana na casa de mamãe”, faço as malas e me dou conta de não tem carro na família há uns 20 anos. Lá vai aline com 3 bolsas de tralha. E faltou coisa…

Pronto, emoções postas no papel (ops, na tela), pronta pra batalha. Mas antes, uma macaxeira!

Publicado via email

Anúncios