É uma pena, mas não seria mais honesto desativar esse negócio?

Foi o comentário do Tutuco no post Desabafo!, do Blog do Capelli. Achei o texto engraçadinho, e pertinente ao momento atual. Aqui no escritório os colegas (as colegas também) estão alucinados com esse bendito vício. Capelli já deixou bem claro, há muito tempo, que o foco do blog mudou. O que provocou as indesejáveis ruguinhas na minha teta foi ler, antes do texto, o aviso de que era uma coluna originalmente publicada na revusta Warm Up. Se há um lugar no qual eu NÃO gostaria de encontrar aquele texto, é na revista. Ainda bem que não sou leitora da revista, ela não pode me enfadar. Mas sou leitora do Capelli, e vejo lá inúmeras manifestações de fãs contrariados com a pauta do blg, a ponto de lançar o apelo do título desse meu post.

Isso é bastante comum aos hitmakers, não é? Às vezes navego por páginas de podcasts e leio as pessoas exigindo novos episódios e reclamando de atrasos. Eu morro de rir, e num exercício de imaginação, me ponho no lugar dos hitmakers, só para experimentar a angústia que me tomaria se fosse eu no lugar deles, e depois o alívio de lembrar que não sou.

Blogs, podcasts, videocasts, plantinhas de jardim, tudo tem seu ciclo. Não acho anormal que o blog mude ou morra. Há o momento em que a “veia artística pulsa” freneticamente. No caso de blogs e podcasts, acho que para algumas pessoas vale o pioneirismo e a originalidade. Vale ver a plantinha crescendo e as folhas se ramificando (liga não, estou criando uma fitônia, nunca tive planta, estou apaixonada por ela). Depois, o negócio pode ficar como ficaram minhas samambaias, não crescem mais, são demilingüidas, mas estão firmes e (meio) fortes nos vasos, então como elas se recusam a morrer e eu gosto delas (apesar de não ser apaixonada por elas), ainda cuido delas.

Conheço blogs e podcasts que eu amava e que morreram. Há os que seguem impávidos, com a qualidade de sempre, há os que se alteraram. Respeito todos eles. Só não entra na minha cabeça o comportamento de quem se apodera do blog/podcast e prova seu amor exigindo que a criatura entregue mais e mais e mais.

Quando comecei meu blog, era UM blog, dentro dele havia a tag F1, que em determinados momentos dominavam 100% dos posts. Ao migrar para o wordpress, que permite ao usuário gerenciar múltiplos blogs, decidi separar a F1 “do resto” porque a F1 ocupava espaço demias e porque “o resto” do meu mundo é pra mim tão importante quanto. Há blogs que conseguem equilibrar, e eu não vejo problema algum.

Eu estou apaixonada pelos meus blogs no Posterous, um almanaque de variedades e um blog de estudos, que faço em parceria com minha filha. Completamente apaixonada. E lá, a plantinha cresce e se ramifica a ohos vistos. Foi assim com o blog de F1 há um tempo atrás. Pensei em levar os posts esparsos de F1 para o Albricias, o blog para “o resto”, porque F1 é “o resto” agora. Hoje estou mais empolgada em escrever sobre o período imperial brasileiro. Ontem, lá em casa, nos reunimos em frente ao monitor para ver um telégrafo em funcionamento. Claro que também discutimos a ultrapassagem de Schuschu no Alonso, eu com minhas teorias da conspiração, disse que o Safety Car não deveria ter saído da pista, saiu por que o Ross mandou e o Schuschu sabia disso. Ah, faz sentido 😀

A F1 não deixa de ocupar espaço dentro de mim. Por mais desgostosa que eu esteja. E isso vem desde o ano passado, passa por assuntos dentro e fora de pista. A única graça que vejo é sentar e ver os carrinhos na pista. essa é a idéia, não é? E no domingo passado eu e marido sentamos também pra ver a F-Truck. Eu devo estar passando pelo processo que leva os fãs de F1 a descubrirem que carrinhos correm na pista –  e ainda por cima competem entre si! – em outras categorias. Tem gente que descobre cedo, tem mula que demora a desempacar.

Esse é e não é um post sobre F1… Bem, um ouvinte do Mondo de Aline, The Podcast, acabou de me contatar dizendo que “quem ama não mata”.

Eu devia era trazer o twitter da RBHP aqui pra dentro…

Publicado via web

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