#chuvasRJ

Eu estou de férias, trancada em casa. Meus problemas são insignificantes perto do sofrimento dos moradores das encostas. Não consigo sair de casa, não consigo abrir as janelas do apê e estou com a alergia atacada. Só faltou luz hoje, entre 13h e 16h. Deve ter sido o suficiente pra estragar a sardinha, o queijo…

O tempo está instável: você olha na janela, está ensolarado, você desce até a calçada, está chovendo, você volta ao apê pra pegar o guarda-chuva e ao voltar pra rua faz sol de novo mas você é carregado pelo vento.

O trajeto entre Bangu e Realengo está lento devido a bolsões d’água e a condução ruim, quer dizer, mais ruim do que o normal. Minha filha está dormindo direto na casa da avó, que é perto da escola.

Marido dormiu no escritório na primeira noite de chuva forte. Ontem, o trajeto foi tranqüilo, a água tinha começado a baixar e muita gente ficou em casa. Hoje, a chuva apertou, ele foi até Madureira fazer fisioterapia e ainda não chegou.

Não moro perto de encosta. Em Realengo, onde ficam a casa de mamãe e a escola de filhote, há um morrão que veio abaixo na enchente de 1988. Fizeram um projeto de reflorestamento e contenção dos limites da favela. Desde então a tragédia não se repetiu. Pena que o projeto não foi levado aos outros morros da cidade.

Niterói é cidade vizinha ao Rio, está do outro lado da Baía de Guanabara. É bem perto do nosso Centro, e tenho muitos colegas de trabalho que moram lá. Aliás, são muitos os funcionários da Prefeitura do Rio que moram em Niterói.

Não sei como está a organização para receber donativos nos outros estados, mas desde já aviso que são mutio, muito necessários. Tudo o que era roupa sem uso daqui de casa eu mandei pra Santa Catarina e agora não tenho nem uma meia furada pra entregar à Defesa Civil.

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