Os dez monumentos mais destruídos do cinema

Eu já comentei no Diário do Rio sobre a intenção da Arquidiocese do Rio de processar os produtores do filme-catástrofe 2012. Como eu discordei e discordaram da minha discórdia, resolvi continuar por aqui, pra não dar corda a réplicas, tréplicas e por aí vai.
A Arquidiocese não cobra pelo uso da imagem mas tem direito a veto. O Cristo é um monumento público, há toda uma estrutura de acesso e é cobrado um preço bastante salgado para chegar lá. Eu fui e confesso que a estátua não me emocionou. A vista é deslumbrante, a atmosfera é boa, as pessoas estão num clima de paz, união, boa-vontade, bons fluídos, e isso sim me toca. Os turistas trazem um olhar benévolo. Adoro observar os turistas.

O Cristo Redentor é uma bonita escultura de pedra sabão, e é importante para a minha cidade. Não merecia o título de maravilha do mundo moderno que não tem nada de maravilhoso ali, mas já que ganhou, que venham os turistas.

Minha educação religiosa foi na igreja Metodista, explica-se o parágrafo anterior. Eu não adoro imagens (mas também não chuto santas!). Espero que eu não tenha que pagar pelo direito a veto de opinião.

O veto ao uso da imagem é velho conhecido nosso:

https://i0.wp.com/zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/3799014.jpg
Todo mundo reconhece a escola, o carnavelesco e a letra do samba só de olhar e não ver a estátua ali.

Eu discordei do comentarista que disse que o filme só fez as imagens porquer o Brasil é um país de terceiro mundo, então Hollywood faz o que bem entende. Eu disse que não é só o Cristo, a Casa Branca e a Estátua da Liberdade já viraram caquinhos inúmeras vezes. Ele contra-argumentou que isso não tira o direito de veto da igreja. É, realmente, não tira. Mas é estúpido. E resta saber até onde vai esse direito. A lei brasileira diz que após 15 anos de exibição em logradouro público a obra cai em domínio público e diz também que é livre a representação artística de obras situadas permanentemente em logradouros públicos. Não vou me surpreender se as partes vierem a público pra dizer “nos entendemos, fim de caso”.

Não achei a cena desrespeitosa. Como moradora do Rio, o maremoto me assutou mais 😀 Eu, hein, essa polêmica parece a síndrome dos Simpsoms. “pode esculhambar todo mundo, menos o meu Brasil!”

Para descontrair, um top ten monumentos mais destruídos do cinema. Falou em destruir monumentos, eu lembro imediatamente do filma Team America.

E a torre torta? Por que os italianos não derrubam e fazem de novo, aprumada?

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