Espírito olímpico

O espírito olímpico toma conta da cidade. No sábado, um carro quase me acertou na calçada e um menininho quase me acertou ao atirar a garrafa de coca-cola pela janela da Kombi. Veja que o espírito olímpico reside na palavra “quase”, as pessoas estão mais cuidadosas.

No jornal, um artigo defendia que as pessoas que resistem ao contágio da euforia olímpica deviam fazer a sua parte ao invés de reclamar do que ainda não aconteceu. Claro que fiquei p* da vida, pois não sou eu a xiita-chata-mor da família porque insisto em fazer tudo certinho e reclamo do que já está acontecendo de errado e de vez em quando dou uma patada criticada nos “malandros”? E sempre me disseram que gente certinha demais tem problema. E isso foi antes de me jogarem um carro e uma garrafa de coca-cola.

Se a minha parte é me vestir de verde-amarelo e praticar um esporte, então tá. Olhei pra minha filha, fiz as contas e sorri, maquiavélica. Tu vai trazer uma medalha. E eu sou a mãe-técnica, a incentivadora (não vai dar certo, lembra do pai da nadadora ucraniana? Meu estilo é por aí…). Domingo à tarde a família saiu para pedalar. Primeira burrada: Não fizemos aquecimento. Segunda burrada: eu resolvi levar Filhote na minha garupa. Eu tenho 1,50m e 45 kg, ela tem 1,40 e 38 kg. Assim que eu passei a perna sobre o quadro senti uma dor profunda na rima. Tive que largar a bicicleta e deitar num banquinho para rolar de dor e de rir também, porque uma contratura na bunda é engraçada até pra quem sente. É melhor esperar um ou dois anos e deixar que ela me carregue na garupa…

Bem, depois de alguns minutos eu me recuperei e nós saímos. E como é bom andar de bicicleta! Olha que eu tenho chances no ciclismo de velocidade, não sei andar devagar e não sei usar o freio, não fizeram um velódromo em Jacarepaguá (por cima de metade do autódromo)? Acho que vou atrás de uma medalha.

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Um comentário sobre “Espírito olímpico

  1. Estou muito feliz pelo Rio, mas triste por todo o resto do país que vai pagar a conta da festa e superfaturada ainda.

    Porém, não há nada a se fazer, com a qualidade dos homens públicos que temos só nos resta curtir a festa e torcer para que a trolha da conta que vão nos enfiar não doa muito.

    Viva o Barão de Coubertin, que disse que o importante é competir, só que ele não conhecia nossa classe politica que infelizmente, ganha sempre! (da gente)

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