Star Trek – Vida longa e próspera

Quando soubemos que o novo filme da franquia seria sobre Kirk & cia versão teen, eu e marcelo entramos em pânico. Já não bastam os desenhos  dos x-man teen e a liga da justiça teen? Deu medo. Não fui na estréia, esperei o dia da promoção no cinema (dez reais, incluindo as passagens de ida e volta do ônibus, não tá bom?).

Vi o povo no twitter falando muito bem. O capitão @sergiovds escreveu “assistam!”, então fui sem medo.

Quando eu era pirralha, chegava da escola, comia e naqueles bons tempos eu não tinha sono à tarde. Ouvia música e via tevê e estudava. Tudo ao mesmo tempo. Só regulava o volume do rádio e da tv de acordo com o que estava chamando mais minha atenção, ou reduzia o volume de tudo quando estavam chamando atenção demais, atrapalhando o dever de casa. Tudo era deixado de lado quando começava o seriado-velharia da Record. Eu conheci Star Trek na Nova Geração, nas tardes de sábado na Rede Manchete, só mais tarde descobri e me apaixonei pelas velharias da record. Adorava Túnel do Tempo e Jornada nas Estrelas Clássica. Amava as aventuras daquela nave. Entreguei ao professor de Sociologia uma redação sobre um homem que era clonado por um defeito do teletransporte, sendo que ele ficara apenas com o lado bom, enquanto o clone era o cão chupando manga. E meu professor, por não ser trekker, não me deu zero, mas também não deu 10 porque achou que o bem x o mal era simplificar demais.

Depois vieram Deep Space 9, que meu marido adorava. Voltamos a assistir a Nova Geração quando a Record comprou temporadas inéditas no Brasil. Deep Space Nine era mais pesada, com as tramas políticas. Mas também tinha umas ousadias impensáveis para os certinhos da Nova Geração.

Kirk é um fanfarrão! É o preferido do Marcelo, porque não perdoava ninguém: alta, baixa, loira, morena, ruiva, verde. Ruiva de pele verde, então, nem se fala. Eu admirava a astúcia do Piccard. Marcelo reclama que ele destruía as naves, aquele canalha. Eu dizia que o seguro pagava uma nave zero quilômetro, ele era esperto. Marcelo destacava a autoridade do Sisko no meio daquele barril de pólvora que era a estação espacial DE9. Mas de todos os capitães, adivinhe na nave de quem eu serviria com muito gosto?

café

Apesar do Marcelo sempre me lembrar de que ela foi a única que se perdeu. E não parava pra pedir informação. Mas claro, não dá pra confiar naquele povo do quadrante delta. Uma senhora sozinha na direção, perdida num quadrante suspeitíssimo, ela tinha mais que subir no salto e abrir fogo contra quem olhasse de cara feia. E em caso de fogo amigo, ela botava a culpa na falta de cafeína. É exatamente o que eu faço 😀

A série Enterprise era horrível. Mas a gente assistia assim mesmo.

Sobre o filme… Eu assistia a todas as reprises que a Record exibisse, sabendo que de vez em quando me aparecia um prêmio: um episódio inédito! Foi essa a sensação de assistir Star Trek. Um episódio novinho em folha com todos os personagens que amo, inteirinhos, com suas características, com a aventura, o humor, as sacadas totalmente sem noção… Se fosse outro filme eu não aturava a luta com espadas, mas nesse foi ao mesmo tempo homenagem e tiração de sarro com a clássica. Só quero ver fazer chover bichinho de pelúcia na cabeça do Kirk no próximo filme.

Como já disse, achava o Kirk um fanfarrão, meus preferidos eram Spock e McCoy e foi muito (muito muito muito) bom vê-los brigando na ponte novamente. Foi lindo ver os computadores, os equipamentos e as naves auxiliares iguaizinhas! E os cabelos das moças, os vestidos, os brincos? Sensacional!

Críticas, Tenho-as, claro. Faltou a Ordenança, aquela loirinha que usava um saco de leite na cabeça por baixo do coque. A enfermeira Chapel, que era doida pelo Spock, não apareceu quando foi chamada pelo doutor McCoy, devia estar com medo de apanhar de outra tripulante… O doutor não disse “he’s dead, Jim”, até porque ele falava com Spock. E Kirk não demitiu Scotty. Ou seja, eu exijo mais um filme! Até porque eles TÊM que dar um jeito na história de Vulcano!

tripulação

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