A família cresceu

Britney Spears:

A gata está em crise
A gata está em crise

Esse post tá muito atrasado. Eu não tinha tempo sequer de passar as fotos da máquina para o computador!

O dia era sábado, 27 de junho. Eu e Carolina chegamos à casa de mamãe. Britney, a gata, nos esperava no portão, muito séria. Carolina entrou correndo, enquanto eu me livrava de mochila, bolsa, máquina, livros. Carolina chega ao quintal dos fundos e grita: “o que é que esse cachorro está fazendo aqui?” Eu jogo minhas tralhas para o alto e corro para o quintal. Encontro uma bolinha de pelo:

Coisinha fofa
Coisinha fofa

Aí já viu, duas crianças e um cachorrinho, fizemos uma farra. Marcelo chegou para almoçar e fez uma cara amarrada. Minha mãe chegou da feira, riu da nossa cara e disse:

– O cachorro é da Janete. Ela deixou aqui ontem à noite e daqui a pouco ela vem levar.

Pois bem, o clima fechou. Janete, sócia de mamãe na venda dos bolos e salgadinhos, mãe do melhor amigo da minha filha, entrou e saiu e eu quase pulei no pescoço dela. Quando ela saiu, eu e Carolina interpelamos mamãe. Ué, o cachorro não é dela? Por que é que ela não levou? E mamãe dizendo que o cachorro esava ali “hospedado” e que ela não tinha a menor condição de er um cachorro.

(Parêntesis Retrospectiva: Passei meus primeiros 15 anos ouvindo que nós não podíamos ter um cachorro, aí eu me revoltei e levei o cachorro para casa sem permissão. Mamãe me botou pra fora de casa com a cachorrinha. Eu voltei sem o bicho, ela perguntou onde estava, eu disse que estava no galinheiro na casa da minha avó, ela foi lá e trouxe a cachorra de volta. Infelizmente a cachorra adoeceu e morreu apenas cinco anos depois, o que fez mamãe ficar com mais raiva de cachorro, porque ela tinha se apegado e o bicho morreu.)

Mamãe continuou seus afazeres e eu e Carolina não disfarçamos nem um pouco o mal-humor. Carolina foi pedir mais uma vez e começou a chorar. Olhou para mim, ela sabe que eu não admito que ela conteste a avó, e eu fiquei quieta, olhando para mamãe de cara feia. Só faltei chorar juno.

E Marcelo calado, com uma cara mais feia ainda. Quando eu já estava ameaçando ir embora dali (e considerava até levar o cachorro comigo), mamãe começa a rir e diz que o cachorro podia ficar, mas eu tinha que pagar as contas e Carolina tinha que limpar cocô.

Minha mãe é muito malvada.

E lá fui eu ensinar carolina a pegar o cocô com jornal sem sujar as mãos.

Mamãe já tinha decidido ficar com o cahorro. Ela disse que na noite anterior tinha passado pela casa da manicure e as crianças estavam na calçada, chutando o bichinho. O bicho olhou para ela e ela disse que olhou igual a Lily (é, sim, um dos meus nicks é o nome da cachorra!). Eu acho que ela teve que esperar bastante tempo até se sentir preparada para ter um cachorro de novo. Eu, pra falar a verdade, ainda não me sentia preparada. Outro dia passou um filme de cachorro no SBT e o cão morreu no fim e eu chorei horrores. Mas o bicho não é meu nem dela, é da Carolina. Ah, durante a crise eu desencavei as histórias do cachorro que mamãe teve na adolescência pra dizer que Carolina tinha direito a um bichinho. Joguei na cara mesmo, ela também é malvada comigo. E Marcelo com uma cara horrível assistindo ao festival de chantagem emocional.

Ela é tão malvada que já tinha até dado nome ao bicho: Barak Obama. Eu protestei, não gostei muito de nome de político e fiz uma contra-proposta:

– Que tal Lewis Hamilton?

Como Carolina gostou de Obama, ficou Obama. Mas mamãe levantou a bolinha de pelo ao sol e disse:

– Ué, ele não é preto… Ele é vinagre!

Depois de ouvir esse, Marcelo finalmente soltou um pqp, um pouco aliviado de que a confusão tivesse terminado com as mulheres reconciliadas. Ele disse que realmente não saberia o que fazer num caso de guerra entre mãe, filha e neta!

Outra fotinha, porque ele é muuuito fofinho:

Vinagre?
Vinagre?

P.S – Eu nunca fui com a cara da gata.

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