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Onde está sua filha agora? Larga esse computador e vai lamber sua cria agora.

Aonde está sua mãe agora? Assim que a encontrar, deixe de lado o caminhão de impropérios e chame-a pra assistir esse vídeo. Vai por mim, ela vai se tocar.

more about “Ludov – Kriptonita“, posted with vodpod

P.S. musical – esse ano a coisa se inverteu. Estou ouvindo cucaracha music regular, no limite do aceitável, pouca coisa realmente boa. Quem está ampliando seu espaço na minha musicoteca é a música brasileira. Gardenais (Minas)  e Ludov (SP) são minas novas paixões. Hoje entrou no radinho uma tal de Validuaté (Piauí, mas esses não vão ao Caldeirão do Hulk, ou vão?), muito interessante.  Marcos Sacramento (RJ, samba muito chique) me faz até pensar no impensável: entrar numa loja e comprar o cd. Tá pra sair disco novo do Ludov também, mas deles eu pago é pra ver o show. Mas ainda acho que olhar pra fora (e ouvir) me ajuda a melhorar a percepção do que se faz no meu país. Claro que acontecem uns incidentes, a minha queda por Vallenato (música colombiana) e pelo som do acordeón (em bom português, sanfona) me fizeram cair de amores por uma música de Bruno & Marrone, e a cada vez que escuto a música vai ficando melhor e melhor…

Saí do escritório às seis da tarde, fui buscar filhote na casa de mamãe e depois, fui para casa. Não ouvi rádio. Em casa, liguei a tv, zapeei e vi a barra de pé de tela na Rede TV, informando sobre a morte de Michael Jackson. Mas os apresentadores histéricos falavam que não havia confirmação. Zapeei de novo, o Jornal Nacional mostrava Brasília. A Record dizia que estava confirmado. E todas as emisoras passaram a trasmitir a propaganda partidária, à qual assisti inteira, estatelada no sofá. Pelo twitter, vi as mensagens da babi e do alexandre sena, e pensei “é verdade… é verdade?” É daquelas notícias que a gente não processa direito.

Há pouco tempo atrás nós fizemos a dancinha do zumbi lá em casa. Filhote viu um filme, uma comédia, e a personagem do filme achando a festa muito chata, foi pra pista e começou a dancinha, seguida por todos. Inclusive quem estava vendo o filme. Depois, filhote, que é bem curiosa, queis ver o clipe original. Ontem, quando disse a ela que michael Jackson morreu, esperei pra ver a reação. Ela arregalou os olhos e fez carinha de triste. A música chegou até a geração dela, reforçada pelos pais, claro, que criança não vai se empolgar ao ver os pais fazendo a dança do zumbi?

No trabalho os quarentões e cinqüentões se reuniram na frente do monitor para assistir o balé dos zumbis e lembrar dos tempos de discoteca, Tentei de tudo pra ver um passinho mas eles não fizeram. Se seguraram.

No trajeto casa-trabalho, vim ouvindo rádio FM, zapeando. As rádios “de véio” tocaram Jacko, uma na Paradiso, duas na JB… e uma na Bandnews! As rádios “jovens” não tocaram no assunto, preferindo tocar duas músicas de britney spears e uma da beyoncé. Penso que as músicas de  michael permaneceram, apesar de não muito ouvidas pelos mais novos, e me pergunto o que é que vai permanecer do que se escuta hoje.

Ou “os fins justificam os meios? Será?”

Ouvir mp3 player no alto-falante nos transportes coletivos já se tornou corriqueiro. Os donos do aparelho olham pra fora, pela janela, como se não percebessem que é do seu telefoninho que sai a música, ou como se acreditasse que o volume está baixo. Ou então encaram quem os encara, deasfiadores. “Vai fazer o quê?” Isso é outra coisa corriqueira por essas bandas. Todos os dias assistimos a histórias horríveis no telejornal, gente que avança o sinal e ao ver pelo retrovisor que o pedestre está mexendo a boca, volta e o agride. Muitos de nós já passamos por situações parecidas. Então, talvez como tentativa de se proteger, as pessoas estão adotando a postura de ameaçar umas às outras. O olhar que insinua a pergunta “vai fazer o quê?” é suficiente para que os incomodados pensem que não podem deixar os filhinhos órfãos por um motivo tão banal. Quem tem cara-de-pau o suficiente para se portar assim acaba conquistando as vantagens de não ter que se submeter às regras de convivência. E somos diariamente agredidos. São coisas importantes, como ver o sinal fechar e abrir sem poder atravessar porque ninguém, ninguém mesmo, respeita a luz vermelha. São coisas pequenas, como aturar música no alto-falante dentro do transporte público.

Música de igreja, música estilo romanticuzão, música estrangeira de quinta categoria, aquela música que você gosta, todo tipo de música. Todo não! Que tal entrar na kombi com sua filha de 8 anos e ter que ouvir funk pornográfico? Assumindo todos os riscos, inclusive o de ser chamada de moralista e preconceituosa, achei melhor abrir a boca e enfrentar o dono do rádio, na verdade um dvd player com telinha de 2 polegadas. Quem investe num equipamento desses pra colocar na sua porcaria de Kombi e escuta aquela porcaria de música, eu já sabia, eu estava entrando na discussão sem qualquer chance. Mas não quis passar pra minha filha a imagem de que eu aceito qualquer coisa sem ao menos esboçar reação.

Fui chamada de preconceituosa e moralista, pois afinal a música não continha palavrões e o dono da kombi afirmou que ele toca aquela música pra filha dele. Resolvi encerrar a conversa com um “cada um sabe da educação que dá aos filhos” e silenciei. Já tinha reclamado. Minha filha, vendo que a música continuava, insistiu para que eu insistisse. Aí já era demais, eu disse a ela que a conversa já tinha acabado e entreguei-lhe o mp4 com o fone de ouvido. Normalmente, no trajeto curto da kombi, nós conversamos ou lemos, a música fica guardada.

Mas a reclamação surtiu efeito. O motorista deixou tocar mais uma música e depois reduziu o volume. “não tô abaixando porque tu mandô, tô abaixando porque agora eu tô afim de abaixar.”

Essa é a outra face do problema. Culturalmente, por essas bandas, não é bonito reclamar, não é mesmo?

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Nós respeitamos as muitas vezes chatas regras de convivência por pura conveniência. Não é pra ser uma pessoa gentil, educada, agradável (alguns até gostam dessas coisas, mas são animais em extinção). É porque quando todo mundo faz o que bem entende a vida fica insuportável para todos. Baseada nesse conceito, percebi que é sempre UM infeliz que liga o som no alto-falante. Tem o exibicionista do busão do trabalho. Do que adianta comprar um mp12 se ninguém souber? Tem a evangelizadora da kombi. Também na kombi, tem o menino no motorola Q11. Esse eu não agüentei, olhei com o zoio arregalado. Não sei se ele entendeu, mas eu quis dizer “até hoje, pra mim, isso era coisa de xingling player, é a primeira vez que eu vejo um dono de smartphone decente fazendo essa presepada” Preconceituosa, eu sei. Tem os motoristas de kombi. A maioria é de gente boa, eles escutam música romântica, ó que meigo. Eu sempre aguentei o bruno e o marrone, o cara passa o dia dirigindo, eu mesma não encaro trânsito sem meu mp4, por que eu vou querer que ele não ouça sua musiquinha brega? Mas infelizmente tem uma pequena parcela de sem-noção total. Obrigar o passageiro a ouvir música é uma coisa. Obrigá-lo a ouvir pornografia é outra. E lá vem o moralismo de novo, não é? Então tá, cada um ouve o que gosta, cada um na sua, que é muito feio reclamar e mais feio ainda julgar os outros. Quer saber, eu acho que todo mundo tem o direito de ouvir sua musiquinha num volume bem alto. Até porque o fone do meu mp4 tá morrendo e é caro, o fone do smartphone é uma droga, então…

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A playlist “exótica, eu?” tem heavy metal espanhol, pop italiano, cover jamaicano da shakira, rock colombiano, um som muito do  inclassificável brasileiro, salsa, merengue, bachata  e um mantra chinês. Ah, claro, ponto de macumba pra agradar os evangelizadores de plantão.

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Como eu não tenho cara-de-pau, não fiz sozinha. Fiz com meu marido, claro. Entramos na kombi e ao primeiro sinal de “quando eu como uma p*ta”, liguei meu som. Um roquinho irlandês. Marido preferiu tocar “eu me remexo muito”. Os outros oito passageiros e o motorista nos lançaram o olhar “vocês são malucos????” É desagradável, mas… como assim,eu tô fazendo o que todo mundo faz!

Bastou uma música para que o motorista desligasse o som. Imediatamente, eu e marido desligamos também. O santo silêncio voltou a reinar.

Isso não vai funcionar por muito tempo. Eu não tem coragem (cara-de-pau?) de fazer sozinha. E é capaz do motô aumentar o som e a viagem se tornar um inferno.

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Hoje eu ouvi uma edição do podcast Café Brasil e tive mais uma das minhas idéias de jerico. Substituir minha playlist exótica pelas playlists do Luciano Pires. Segue uma de exemplo de playlist para contra-atacar músicas românticas do tipo Balança, Funk do Lobão e outras mais explícitos:

renato mota e patrícia lobato – quem sabe (de Carlos Gomes)

orlando silva – malandrinha

nelson gonçalves – a deusa da minha rua

marisa monte – rosa (de pixinguinha)

Raimundo Fagner – Canteiros (de cecília meirelles)

Sandy – Como é grande o meu amor por você (ai, Dios)

Estou sendo preconceituosa e elitista? É uma atitude igualmente lastimável responder o ataque com um contra-ataque? O que é mais correto? Calar-se, resignar-se, atochar um fone no ouvidinho e ligar o mp4 no volume máximo? Seria uma revolução nada silenciosa se os incomodados reagissem em alto nível? Vai que o ataque de boa música desperte a curiosidade e o senso estético adormecido dentro dos pobres passageiros obrigados a aturar a guerra polifônica?

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Eu não sei o que é certo, só sei o que não é educado, provavelmente continuarei fazendo de tudo pra não incomodar e não reclamar de nada, e o mp4, que está morrendo, será subsituido. E minha filha vai ganhar um de aniversário. Procuraremos nos manter a salvo em nossas bolhas sonoras. Chato é que não poderemos fazer nada quando quisermos ouvir o silêncio.

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O Café Brasil que ouvi hoje falava sobre o empobrecimento da linguagem. O que pesquisei para esse post (e já tá baixando, direto pro mp4!) é sobre MPB, Música Popular Brasileira. Não sou elitista nem preconceituosa, sou é uma grande ignorante. Ali eu aprendo muito. O Café Brasil é um santo remédio para ouvidos maltratados.

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Momento sinceridade: Eu queria era cortar o saco de quem deixa a filhinha ouvir, cantar e dançar funk pornográfico.

Teve que chamasse de Pobre In Rio, teve quem reclamasse do problema mais evidente de shows 0800, que é o fã ter que conviver com quem tá de curtição, quem tá perdido e quem tá pra zoar. Teve gente que reclamou do Milton Nascimento em Bangu. Teve público deslocado e sem-noção, do tipo que critica o grupo de dança, reclama que não está entendendo nada, que a dançarina é feia, e depois, ao ver a dançarina na platéia, correu pra tirar foto. E teve também gente que se foi se divertir ao invés dese preocupar com a vida dos outros. Teve criança brincado de bola, velhinhas quietinhas olhando o show, outras rindo da garotada, e ainda outras que taparam os olhos da netinha e deixaram a praça só porque a Kelly Key deu uma reboladinha, vestido comprido, não apareceu nem um pedacinho da poupança. Teve sambista de primeira gerando perplexidade em Bangu, alguns não ouviam nada tão bom há anos e sorriam, outros não ouviam nada tão bom há anos e não estão mais acostumados, pediam pro cara ir embora. Teve dançarina que fazia samba, funk e axé batendo as mãos pelo corpo e sacudindo a cabeleira – que não existia. Teve dançarinos de funk limpinho, dispensando a vulgaridade. Teve o Centro Cultural Carioca pra quem nunca teve coragem de subir aquela escadinha da 7 de Setembro. Teve cinegrafista da Globo perseguindo criancinhas, meninas de menos de 2 anos aprendendo a andar e usando vestidinhos de boneca.  Fez fila de pai pra botar os bebês na frente da câmera. Teve gente que pegou 397 domingo à tarde pra cair na farra no Centro, depois de pegar essa banheira a semana inteira pra trabalhar. Teve gente que saiu do Flamengo e andou de trem pela primeira vez na vida pra encontrar o Milton Nascimento em Guilherme da Silveira. Teve gente que baixou no Ponto Chic às 10:30h da manhã pra ver Fórmula 1 enquanto o show não começava. Teve um mar de gente pra ver O Rappa. Teve sorrisos amarelos toda vez que a organização e os artistas agradeciam à  dona Jandira e à TV Globo. Teve caipirinha de maracujá, bastava uma pra aquecer aqueles que não alcançaram a arquibancada e ficaram dançando na praça. Teve gente em êxtase e gente em profundo sofrimento, tapando os ouvidos durante toda a apresentação, estando ali apenas para vigiar de perto suas “crianças”, todas com mais de 18. Teve humor involuntário quando o Falcão disse que é sobrinho do Celso e quando mandou um alô pra Santa Cruz. Teve segurança, PMs e GMs, e teve gente à vontade com smarphones e… Ih, não é um netbook, é um dvd portátil! Teve até quem perdesse e encontrasse a carteira e os documentos do carro!

Teve muita cultura e diversão espalhada pela cidade. Ano que vem tem de novo? Planejamento, divulgação e mais pontos da cidade contemplados cairiam muito bem.

Tem fotinhas!

Viradão Carioca

P.S. – A pergunta que não cala: ali é Bangu, Guilherme da Silveira ou Padre Miguel? O.o
P.S 2 – Mãe, eu escrevi no Globo!

Hoje pela manhã tocou Like a Stone. Eu estava no 383, no Méier, caminho que eu fazia quando ia pra escola na época que essa música apareceu na rádio. Hoje ela estava em mp3 no radinho, mas além do flashback sentimental dos tempos de escola, lembrei de outra coisa. Bem no fim da música, quando o Chris Corninho se empolga e canta do fundo da alma, na última estrofe da música:

In your house I loooooooooooong to be
Roooooooooom by roooooooom paaaaaaaaaaaaaaaaaaatientlyyyyyyy
I’ll wait for you there

Liiiiiiii-iiiiiiiiiiiiiike a stoooooooooone I’ll wa-a-a-ait for you theeeere
Aloooooooooooooooooooooooooone
Aloooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooone

a rádio (transamérica e rádio cidade, as duas) cortava. A música virava “In your house/ like a stone/ I’ll wait for you there alouuuuune” e fim. Ah,claro, também picotava o solo de guitarra do meio da música.

Até hoje me dá uma agonia quando chega o fim da música, mesmo que seja o meu arquivo, completinho, tocando, eu ainda tenho medo que alguma força oculta radiofônica corte o fim da música!

Hoje em dia eu só escuto rádio de notícias (a BandNews). Quando escuto rádio musical me sinto turista num país estrangeiro. Tirando uma baiana, um pagodeiro cachaceiro carioca, não reconheço mais nada.  Do pagode-funk-axé que infesta o ouvido da gente, em qualquer lugar, basta sair à rua, até as bandas de pop-rock, brasileiras ou gringas, não conheço nada. E o pior é que já está chegando a época em que minha filha começa a me apresentar as novidades. Se não fosse filhote, como eu saberia quem são Kelly Key e Hanna Montana? Eu sei, Kelly Key… Kelly Key…

Eu sinto falta dos pontos de referência. A rádio que todo mundo ouve, asmúsicas que estão “bombando”, que todo mundo canta… Eu sinto falta da sensação de pertinência.

Bem, no radinho tocou Madonna, Audioslave, Bacilos, Kevin Joahnsen  e duas velhinhas de Fonseca. Talvez o dial em Bogotá seja parecido.

Quando soubemos que o novo filme da franquia seria sobre Kirk & cia versão teen, eu e marcelo entramos em pânico. Já não bastam os desenhos  dos x-man teen e a liga da justiça teen? Deu medo. Não fui na estréia, esperei o dia da promoção no cinema (dez reais, incluindo as passagens de ida e volta do ônibus, não tá bom?).

Vi o povo no twitter falando muito bem. O capitão @sergiovds escreveu “assistam!”, então fui sem medo.

Quando eu era pirralha, chegava da escola, comia e naqueles bons tempos eu não tinha sono à tarde. Ouvia música e via tevê e estudava. Tudo ao mesmo tempo. Só regulava o volume do rádio e da tv de acordo com o que estava chamando mais minha atenção, ou reduzia o volume de tudo quando estavam chamando atenção demais, atrapalhando o dever de casa. Tudo era deixado de lado quando começava o seriado-velharia da Record. Eu conheci Star Trek na Nova Geração, nas tardes de sábado na Rede Manchete, só mais tarde descobri e me apaixonei pelas velharias da record. Adorava Túnel do Tempo e Jornada nas Estrelas Clássica. Amava as aventuras daquela nave. Entreguei ao professor de Sociologia uma redação sobre um homem que era clonado por um defeito do teletransporte, sendo que ele ficara apenas com o lado bom, enquanto o clone era o cão chupando manga. E meu professor, por não ser trekker, não me deu zero, mas também não deu 10 porque achou que o bem x o mal era simplificar demais.

Depois vieram Deep Space 9, que meu marido adorava. Voltamos a assistir a Nova Geração quando a Record comprou temporadas inéditas no Brasil. Deep Space Nine era mais pesada, com as tramas políticas. Mas também tinha umas ousadias impensáveis para os certinhos da Nova Geração.

Kirk é um fanfarrão! É o preferido do Marcelo, porque não perdoava ninguém: alta, baixa, loira, morena, ruiva, verde. Ruiva de pele verde, então, nem se fala. Eu admirava a astúcia do Piccard. Marcelo reclama que ele destruía as naves, aquele canalha. Eu dizia que o seguro pagava uma nave zero quilômetro, ele era esperto. Marcelo destacava a autoridade do Sisko no meio daquele barril de pólvora que era a estação espacial DE9. Mas de todos os capitães, adivinhe na nave de quem eu serviria com muito gosto?

café

Apesar do Marcelo sempre me lembrar de que ela foi a única que se perdeu. E não parava pra pedir informação. Mas claro, não dá pra confiar naquele povo do quadrante delta. Uma senhora sozinha na direção, perdida num quadrante suspeitíssimo, ela tinha mais que subir no salto e abrir fogo contra quem olhasse de cara feia. E em caso de fogo amigo, ela botava a culpa na falta de cafeína. É exatamente o que eu faço :D

A série Enterprise era horrível. Mas a gente assistia assim mesmo.

Sobre o filme… Eu assistia a todas as reprises que a Record exibisse, sabendo que de vez em quando me aparecia um prêmio: um episódio inédito! Foi essa a sensação de assistir Star Trek. Um episódio novinho em folha com todos os personagens que amo, inteirinhos, com suas características, com a aventura, o humor, as sacadas totalmente sem noção… Se fosse outro filme eu não aturava a luta com espadas, mas nesse foi ao mesmo tempo homenagem e tiração de sarro com a clássica. Só quero ver fazer chover bichinho de pelúcia na cabeça do Kirk no próximo filme.

Como já disse, achava o Kirk um fanfarrão, meus preferidos eram Spock e McCoy e foi muito (muito muito muito) bom vê-los brigando na ponte novamente. Foi lindo ver os computadores, os equipamentos e as naves auxiliares iguaizinhas! E os cabelos das moças, os vestidos, os brincos? Sensacional!

Críticas, Tenho-as, claro. Faltou a Ordenança, aquela loirinha que usava um saco de leite na cabeça por baixo do coque. A enfermeira Chapel, que era doida pelo Spock, não apareceu quando foi chamada pelo doutor McCoy, devia estar com medo de apanhar de outra tripulante… O doutor não disse “he’s dead, Jim”, até porque ele falava com Spock. E Kirk não demitiu Scotty. Ou seja, eu exijo mais um filme! Até porque eles TÊM que dar um jeito na história de Vulcano!

tripulação

Ay, Dios, cadê os podcasts?

Há muito tempo atrás publiquei o MdA 88 – Abençoado. Estava de férias. Mandei pro feed e fiquei feliz. Uma semana depois descobri que o Podomatic não mandou o episódio para o feed. Reclamei e eles consertaram. Fiquei feliz de novo. E esqueci de publicar aqui no blog. O problema é o link. Durante as férias, eu acessava a internet da Lan House, e o sistema lá é cheio de restrições. Eu não posso usar control+c. Como digitar na munheca um link desses?

http://lynwilliams.podomatic.com/enclosure/2009-04-21T11_29_02-07_00.mp3

Essa é a mp3 do Mondo de Aline 88, de 21/04.

MdA 88 – Abençoado

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Comentários sonolentos na madrugada de segunda-feira. Agenda social trepidante. a festa da década (de 60) Download de mp3 é pecado? GP da China: RedBull bateu a Brawn. Músicas: Trio Los Panchos & Eddie Gorme – Nosotros; Toró de Palpite: Ô Social. Trechos de Família Acris Soul, Camille e Richie Vallens.

Já decidi: quando tiver música latina e cotidiano pra falar, faço um Mondo de Aline. Caso contrário, sempre tem F1, e pra não pular GP, faço o Rádio Box. Sendo assim, hoje eu subi o Rádio Box para o GP da Espanha:

RBHP 21 – Espanha e Debandada

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Lá no blog de F1 e no @alineonline e também no @rbhp você encontra mais detalhes sobre aquela corrida liderada pelo Rubinho e vencida pelo Jensinho, e também sobre o pega-pra-capá nos bastidores da F1. Aqui basta dizer que são só 13 minutinhos e no fim tem uma música muito muito boa da banda espanhola Huecco – No te lloraré.

Fórmula 1 & Música Latina

Os pods de F1 são imperdíveis: Rádio OnBoard, Café Com Velocidade, Octeto Racing Team e Credencial, entre outros. Às vezes eu sinto que não tenho mais nada a acrescentar quando gravo o meu. Mas aí me lembro que podcast é paixão, e enquanto eu sntir essa paixão eu gravo. E tenho meus apaixonantes ouvintes, também, ora.

Já no campo de música latina, más notícias. O Ritmo Latino acabou. Aí me dá a vontade de fazer mais um spin-off, só com música cucaracha, pra ocupar um pouquinho do vazio que o Neil deixou. Só que eu não consigo fazer tudo o que eu gostaria. Eu não dou conta dos meus, não faço o Stop & Go há tempos… Queria fazer algo mais voltado para minha região, para o subúrbio carioca, queria um pod musical… Não dá, eu teria que ser três…

Hoje de manhã vi na Globo que a Justiça determinou um prazo de 15 dias para que a Viação Ocidental tome jeito, e em caso de descumprimento a empresa paga multa de dez mil reais, não foi divulgado se diária ou cota única. Bem, 15 dias é pouco, dez mil reais também, e tá faltando linha nessa ação judicial:

O Promotor de Justiça Carlos Andresano Moreira, Titular da Tutela Coletiva do Consumidor e do Contribuinte da Capital, obteve decisão liminar favorável na 7ª Vara Empresarial da Capital em uma ação civil pública que cobrava da empresa de transporte coletivo Oeste Ocidental a melhoria do serviço nas linhas de ônibus 340, 345, 346 e 689, que ligam a Zona Norte e a Zona Oeste ao Centro do Rio de Janeiro.

Na ação, o MP solicita ainda que a empresa corrija as irregularidades existentes na frota. Segundo o Promotor, os ônibus encontram-se em péssimo estado de conservação, o que põe em risco a vida da população. A Justiça estabeleceu um prazo de 15 dias para que sejam feitas as modificações. Caso a determinação não seja cumprida, a Oeste Ocidental poderá ser multada em R$ 10 mil.

O Ministério Público também requereu que a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) seja intimada para que fiscalize o cumprimento da decisão, o que também foi acatado pela Justiça.

O 689 é um horror mesmo, as outras não conheço, mas nenhuma delas anda a quase cem por hora na pista seletiva da Avenida Brasil com pneu careca e carro sem freio. Não acho que numa ação contra uma empresa que põe em risco a segurança dos passageiros possa ter ficado de fora a 397:

quebrado

 Essa veio da equipe de reportagem do jornal O Globo. Eu tenho minha coleção particular, feita da janela de casa. Todo dia acordo, sento na cama, me espreguiço, levanto, dou dois passos em direção à janela e vejo um desses enguiçado na minha porta:

Inveja da Feital 2 – Uma nova Pretendente
 

 

 

 

 Inveja da Feital 2 – Uma nova Pretendente

Feital, pra quem não conhece, é um lixo. Mas a Ocidental está brigando pra tomar o lugar da Feital.

Na reportagem do Globo esse foi o único ônibus fotografado. Eu sei o porquê. O repórter embarcou na Central do Brasil e foi até Campo Grande no ônibus expresso. Quando não quebra, o 397 é muito rápido, e o expresso cruza a cidade numa pista exclusiva, sem paradas. É rápido demais, nós passamos por uns 10 ônibus quebrados nas pistas comuns mas não há como fotografá-los. Eu não consigo, O Globo também não conseguiu.

Outro dia eles fizeram greve. O pagamento foi depositado no mesmo dia, no dia seguinte lá estava eu “enguiçada” na Avenida Brasil.

O 397 é muito rápido quando não quebra, e quanto mais rápido ele vai, mas medo a gente sente. Parece que estamos participando de uma roleta-russa. Veja o que houve em 11 de Abril:

 

 
 

 

 Certa vez um rapaz que estava a meu lado na briga com a Bangu me disse que não dava seu nome por medo e se expor, medo dos empresários. Acho que quem anda de 397 não precisa ter medo de mais nada. Cansei de reclamar com a Secretaria Municipal de Transportes, já mandei essas fotinhas pra eles, mas pra bater no Ministério Públlico e reclamar que nós também somos filhos de Deus tinha que ser uma galera. Gente é o que não falta naquela lata de sardinha superlotada, mas agora há pouco fui dar um rolé no Orkut e a maior comunidade sobre o assunto encontrada foi a “Eu ando de 397 e gosto”. Tudo bem. Agora eu tenho que encontrar o email do seu Carlos Andresando, deixa eu ir que esse post deu um trabalhão, apanhei do videozinho e ainda tenho que pegar 2 ônibus (Bangu e Andorinha) pra chegar em casa.

 

Tenho que agradecer publicamente às paramédicas Daniele e Viviane e ao motorista da ambulância, um bombeiro bonitão que por não saber seu nome chamarei de Lewis. Da ligação à chegada da ambulância não foram nem 5 minutos. OK, o quartel é aqui mesmo em Realengo. Mas foi rápido. O atendimento foi excelente, as paramédicas examinam, conversam, medicam, examinam, pelo tempo que for necessário. Antes de enviar a ambulância o quartel faz uma triagem pelo telefone, o que irritou um pouco meu marido – alguém da sua família passando mal e o atendente perguntando se a gente tem certeza mesmo, do fundo do coração, de que precisamos de uma ambulância e não vamos tirar o atendimento de quem está mais doente. É irritante mas tem que ser feito assim. Felizmente minha mãe não precisou ser removida, mas teve que tomar um monte de injeção, dois Isordil e um chazinho. Ela está com a mesma infecção que me levou pro hospital no último domingo. Eu brinquei, dizendo que o atendimento dela foi mil vezes melhor que o meu, pois ela ficou deitadinha na caminha dela enquanto eu rolava de dor por cima das cadeiras da sala de espera entre um exame e outro. Obrigada Daniele, a paramédica com “efeito calmante” mais simpática que eu já conheci (e cujo pai bebeu chá de alpiste!), a Viviane, a enfermeira que fala russo, e ao Lewis, que felizmente não nos levou pra passear de ambulância.

O telefone do SAMU é 192 e existe para desafogar as emergências dos hospitais públicos. Ó, caro leitor-paraquedista, eu não trabalho lá, não te arranjo ambulância, não tô fazendo propaganda do governo, não sou Ouvidoria pra receber e encaminhar reclamações de quem foi espancado por paramédicos, eu só vim agradecer publicamente a quem tirou minha mãe de uma crise de dor!

No Ponto

O homem esticou o braço para frente, dedinho indicador tremendo com a força que ele fez para esticá-lo. O motorista estranhamente não olhava para o ponto. Estava com a cabeça virada para a esquerda, numa posição nada natural para quem está conduzindo. Parecia estar procurando passageiro na calçada oposta da pista oposta. Não, parecia estar avisando: Não vou parar pra você porque não vou ver você.

O homem só abaixou o braço depois que o ônibus passou por ele. Abaixou o braço, baixou a cabeça. Ele se perguntava o porquê. Não por que o motorista estava olhando pro lado errado. Por que as pessoas fazem isso umas com as outras? Por que as pessoas não se importam em prejudicar os outros? Ele balançava, jogando o peso do corpo numa perna, depois na outra, cansado que estava de esperar de pé por um ônibus que demorava séculos para passar e quando vinha, ia sem parar. Eles sabiam que o ônibus demora. Eu não sou velho nem estudante. Não que isso justificasse, mas para esses o desrespeito é quase obrigatório, quando pegos, eles dizem que é ordem do patrão, ah, e fica por isso mesmo. Cara de pobre, roupa de pobre? Mas aqui só tem pobre! Ruim vai ser quando eu chegar na loja na Zona Sul e tiver que implorar para o atendente me atender. Não, não encontro desculpa, fajuta ou não. Me largou por maldade. Será que as pessoas não sentem? Não se colocam no lugar do outro? A mesma coisa que dói em mim dói em você. Mesmo que eu não te conheça. Você não teve pena da mocinha grávida que foi humilhada pelo sogro na novela, ontem à noite? E o menino que marcou aquele gol que levou seu time à Final depois de 6 anos? Você não se sente grato pelo que ele fez? E o cara que prendeu e matou a namorada de 15 anos? Você não odeia aquele cara? Por que é que a gente vive a vida de gente que não existe e vira a cabeça para ver gente de verdade que existe no nosso caminho?

Ele é arrancado dos pensamentos pela visão do ônibus roxo que se aproxima. Não era o dele. Mas a cena se repete e uma moça é ignorada pelo motorista, que não pára. Ela balançava os braços igual aquele “manobrista de avião” que ele viu na televisão. Os olhares se cruzaram. Para ele era como se fosse com ele de novo. Ela fez um movimento de desdém com os ombros e virou-se para a pista.

Não é possível. Alguém tem que sacudir essa gente, Alguém tem que fazer com que eles sintam o que eles causam. Não sei como eles abafam esse sentimento, que eu pensava que era o normal de gente normal, mas se eles não sentem alguém tem que fazer eles perceberem. Baixou a cabeça de novo. Viu uma pedra. Abaixou para pegá-la, sentiu-lhe o peso. Mais um ônibus vem, não era o dele, mas esse parou. Ele olhou para a pedra. Não era sua intenção quebrar janelas nem machucar ninguém. Ele queria simplesmente atirar a pedra na lateral do ônibus para que ele, esse ser meio veículo, meio motorista, percebesse que não estava agindo corretamente. Só isso. Mas essa pedra é grande demais. Essa pedra quer dizer “eu quero esmagar seu crânio”! Ele jogou a pedra com toda força no chão. A pedra não se partiu. E para abafar a enorme frustração que vinha da pedra, do chão, subia por suas pernas e ameaçava esmagar seu coração, ele correu e embarcou naquele ônibus mesmo, que não era o seu, que ele não sabia pra onde ia, apenas para sair dali e começar a viagem para qualquer outro lugar.

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